Foto - crédito: Silvia Machado / divulgação
Neste fim de semana, dias 23 e 24 de maio de 2026, o Teatro Municipal José de Castro Mendes, em Campinas, recebe duas apresentações gratuitas da São Paulo Companhia de Dança (SPCD) com o aclamado segundo ato de “O Lago dos Cisnes”, além da pré-estreia de “O Som da Chuva”, nova criação da coreógrafa Joëlle Bouvier. As sessões ocorrem no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h, contando com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do teatro, 1h antes do início dos espetáculos.
O público da região poderá conferir em primeira mão a nova produção de Joëlle Bouvier, que desenvolve seu segundo projeto com a companhia após o sucesso nacional e internacional de “Odisseia”. Em “O Som da Chuva”, a artista constrói um itinerário poético sobre estados emocionais despertados pelo amor, inspirando-se em figuras femininas atravessadas pelo desejo, pela memória e pela metamorfose. Conduzida pela vivacidade dos bailarinos da SPCD e pela força da natureza brasileira, a montagem utiliza elementos cênicos simples — como balões, tecidos, objetos cotidianos e um gramofone antigo — para edificar um ambiente visual refinado e onírico.
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A trilha sonora da nova coreografia intercala fragmentos de composições de nomes expressivos como Alfred Schnittke (1934–1998), Arvo Pärt (1935), Johann Sebastian Bach (1685–1750), Gija Kancheli (1935–2019), Francisco Canaro (1888–1964), Juan d’Arienzo (1900–1976), Luiz Bonfá (1922–2001), Antonio Maria (1921–1964) e Lucas Warin. Paisagens acústicas que emulam tempestades, vento, chuva e o canto de pássaros potencializam a imersão sensorial do público, estabelecendo atmosferas que oscilam entre a melancolia, o humor, a delicadeza e a intensidade dramática. Com figurinos fluidos concebidos por Fábio Namatame e iluminação assinada por Caetano Vilela, o espetáculo funde abstração, teatralidade e poesia visual, distanciando-se de narrativas lineares para focar na imaginação e na memória.
De acordo com Joëlle Bouvier, seu interesse reside justamente em retratar personagens em processo de metamorfose. Ela pontua que a concepção parte de figuras femininas que enfrentam diferentes tempestades íntimas e sensoriais, criando um território híbrido entre a realidade e o imaginário por meio da música, da dança e dos componentes cenográficos.
Além da estreia, a SPCD exibe o segundo ato de “O Lago dos Cisnes”, tido como o balé mais famoso do repertório mundial, sob a versão de Mario Galizzi. A narrativa coreográfica ilustra o encontro entre o príncipe Siegfried e Odette, jovem aprisionada sob o feitiço do mago Rothbart, que a condena a viver como cisne durante o dia e retomar a forma humana apenas à noite. O encanto só pode ser desfeito por um amor verdadeiro. A encenação destaca momentos célebres da dança clássica, como o adágio do Cisne Branco e o pas de quatre dos pequenos cisnes, além de sugerir a ameaça de Odile, o Cisne Negro, usada para enganar o príncipe no plano do mago. Para Galizzi, a dualidade humana entre o bem e o mal move esse drama coreográfico, poético e musical.
A diretora artística da companhia, Inês Bogéa, celebrou o retorno do grupo a Campinas pela oitava vez, reforçando o vínculo histórico com os espectadores locais. Segundo a diretora, as obras selecionadas cruzam diferentes dimensões da experiência do afeto e convidam a plateia a se reconhecer nos movimentos da cena, consolidando a dança como ferramenta de conexão profunda e sensibilidade.
A São Paulo Companhia de Dança é corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Pró-Dança. Viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o evento é apresentado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Itaú e Laranjinha Itaú, apoio do BS2 e parceria de Giuliana Flores e Linktel. A realização conta com o Ministério da Cultura e Governo do Brasil.
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