Arte - crédito: Fórum Permanente Saúde da População Negra, com tratamento de IA, divulgação
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sediará o Fórum Permanente “Saúde da População Negra: Vidas Negras Importam” no dia 20 de maio, das 9h às 17h, no Centro de Convenções (CDC). Realizado pela Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) em parceria com o Instituto Negras em Ação, o evento gratuito tem como objetivo discutir a interseção entre saúde da população negra, racismo, desigualdade, acesso a direitos e qualidade de vida. As inscrições estão abertas.
O fórum é uma iniciativa que nasceu de conversas sobre a negligência vivenciada pela população negra, segundo Laís Helena Cardoso, funcionária da Unicamp e integrante do Instituto Negras em Ação. A proposta foi acolhida pela universidade, com o objetivo de transformar a ideia em um projeto concreto de debate e reflexão sobre questões cruciais para a sociedade.
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A programação contará com a participação de profissionais, como Débora de Souza, professora da Faculdade de Enfermagem da Unicamp, e Chyrell D. Bellamy, professora de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Yale. O debate abrangerá diversas dimensões da saúde, com foco especial na saúde mental da população negra, considerando os desafios enfrentados, especialmente por mulheres negras periféricas. O evento busca ressaltar a importância da saúde mental como um componente intrínseco à qualidade de vida, sobrevivência e dignidade.
Mesas redondas sobre temas como “Políticas Públicas: avanços e desafios da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”, “Desafios e estratégias na saúde da população negra” e “Saúde Mental da População Negra” estão previstas. Adicionalmente, o fórum apresentará uma feira de mulheres empreendedoras.
Entre os palestrantes confirmados estão Eunice de Souza, Isabella Aparecida da Silva (Cida), Marcela Reis, Tereza Raymundo, Ademir José da Silva, Aparecida do Carmo Miranda Campos (Tida), Rubens Bedrikow (assessor docente da ProEEC), Maria Ester Januário, Egídio Nascimento, Renata Luz, Marília Isabel Araújo, Elizabete Cardozo e Agnes Raquel Camisão.
Laís Cardoso enfatiza a necessidade de participação contínua de diversos setores da universidade e da sociedade para o aprofundamento do diálogo sobre o tema. Ela ressalta que a desigualdade racial está intrinsecamente ligada à desigualdade financeira e à falta de oportunidades, demandando a construção e o debate constantes de políticas públicas eficazes.
A organização destaca que o enfrentamento das desigualdades estruturais é fundamental para reverter a negligência histórica com a saúde da população negra. O fórum representa um passo importante na longa jornada para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa, onde a saúde e a dignidade de todos sejam garantidas.
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