Foto - crédito: Elson Motta, divulgação
Campinas celebra uma de suas tradições mais antigas com a retomada da Festa do Divino Espírito Santo, conduzida pelo grupo Violeiros de Barão Geraldo. Mais do que um evento religioso, a celebração ressurge como um movimento cultural que reconecta a cidade às suas raízes históricas e reforça sua identidade no cenário do interior paulista. A festa acontece na Paróquia Santa Izabel em Barão Geraldo, em duas datas principais: 9 de maio, às 18h, com a abertura do Império e levantamento do mastro, e 24 de maio, às 5h30, com a Alvorada do Divino. O evento é aberto ao público.
Registros históricos apontam que Campinas já realizava festas dedicadas ao Divino Espírito Santo desde o século XIX, com celebrações que reuniam missas, procissões, cavalarias e até casamentos coletivos. A retomada atual partiu do desejo comunitário de reviver a devoção, levando à redescoberta de documentos e relatos, reposicionando a cidade no mapa das tradicionais festas do Divino no Estado de São Paulo.
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A programação recria elementos simbólicos da celebração, como a circulação da bandeira do Divino pelas casas dos devotos, cantorias da Folia do Divino, além do levantamento do mastro — um dos momentos mais emblemáticos da festa. A iniciativa conta ainda com a participação do grupo Caixeiras das Nascentes, que traz referências das tradicionais celebrações do Maranhão.
Para além da dimensão religiosa, a Festa do Divino Espírito Santo ganha relevância como instrumento de valorização do patrimônio cultural imaterial de Campinas. Ao reativar práticas que fizeram parte da formação histórica da cidade, o evento contribui para a preservação da memória coletiva e fortalece o vínculo entre comunidade e território.
Do ponto de vista turístico, a retomada da festa amplia o calendário de eventos culturais do município e reforça o potencial de Campinas como destino de turismo cultural e de experiência. Ao atrair visitantes interessados em tradições populares, história e manifestações de fé, a celebração também movimenta a economia local e incentiva a ocupação de espaços públicos e comunitários.
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