
Foto: monumento túmulo do maestro Carlos Gomes (1905) / Rodolfo Bernardelli
A exposição itinerante “Tesouros de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto” será aberta na Casa de Vidro – Museu da Cidade, nesta sexta-feira, dia 4 de julho de 2025, às 19h, com uma roda de conversa aberta ao público. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de julho, com entrada gratuita e classificação livre para todas as idades.
Com a proposta de apresentar a herança arquitetônica e paisagística da cidade para os moradores, a exposição funciona como um convite para um passeio pela história de Campinas às vésperas de seu aniversário de 251 anos, comemorado em 14 de julho. Por meio de painéis com fotos e mapas, o público é estimulado a identificar edificações de valor na paisagem atual. Entre os locais destacados na mostra estão a Santa Casa, a Igreja da Boa Morte, a Escola do Povo (ao lado do MIS), a antiga Escola Normal, o Prédio do Relógio da Fepasa, a Basílica do Carmo e o Hospital Casa de Saúde. A proposta é criar uma “caça aos tesouros” que marcam a identidade do município.
O conteúdo exposto sobre Campinas tem uma ligação direta com o livro digital “Arqueologia de uma paisagem”, disponível para consulta no site da Prefeitura. A publicação é fruto de uma cooperação técnica entre a Secretaria de Cultura e Turismo, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Condepacc) e a Universidade de São Paulo (USP). A exposição apresenta parte do acervo documentado no livro, que é ainda mais extenso.
Além das informações da pesquisa acadêmica, a mostra utiliza parte do acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas. Durante a visita, o público receberá mapas que funcionam como um guia. Esses mapas indicam tanto os “tesouros” que ainda existem e podem ser visitados, quanto o local de patrimônios que já foram perdidos, mas que seguem preservados na memória por meio de documentos.
Maria Rita Amoroso, curadora da exposição no trecho de Campinas, explica que a iniciativa busca trabalhar o conceito de “arquitetura da perda”. “Nós vamos perdendo o patrimônio na medida que os prédios vão avançando e sendo construídos em cima de áreas históricas. Se você não tem mais o edifício, pelo menos o acervo você tem que conservar, através de livro, de fotografia. Essa busca ficará nítida para as pessoas que olharem a exposição”, afirma a arquiteta.
O projeto geral é uma realização do Instituto Paulista de Cidades e Identidades Culturais (IPCIC) e conta com fomento do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/SP). A pesquisa de base foi desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa em Arqueologia da Paisagem da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. A etapa em Campinas possui o apoio institucional da Prefeitura.
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