Foto - crédito: Alexandre DeOlanda / divulgação
A exposição “Da Rua Eu Vim, Pra Rua Eu Vou”, do fotógrafo Alexandre DeOlanda, chega à Galeria Foto Ponto, em Campinas, a partir deste sábado, dia 6 de junho de 2026, e poderá ser visitada até 6 de agosto. Sob a curadoria do produtor cultural e fotógrafo Ricardo Lima, a abertura oficial da mostra está programada para as 14h, no segundo andar do espaço, localizado no Cambuí. O evento tem entrada gratuita.
O público que comparecer ao local poderá apreciar 30 obras do profissional que trazem o registro visual de centros urbanos e territórios periféricos das cidades de Campinas, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. As imagens revelam fragmentos do cotidiano e demonstram como a rua sempre atuou como o fio condutor da trajetória do artista, unindo suas vivências no street skate e na fotografia de rua.
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Colecionador de discos de vinil e profundamente ligado à música e à cultura urbana, Alexandre DeOlanda carrega essas referências em sua construção estética e visual. Com formação em Publicidade e Design Gráfico, além de experiência profissional em agências e escritórios de design, o fotógrafo sempre esteve inserido em um ambiente criativo e de comunicação, fatores que também aprofundaram sua relação com o universo da fotografia.
Motivado por essa bagagem, o artista decidiu retomar os estudos teóricos e práticos no período pós-pandemia, participando de diversos cursos e workshops. Foi nesse momento que encontrou na fotografia de rua um reencontro com os elementos que o acompanham desde a juventude: o improviso, o olhar atento, o cotidiano dinâmico das vias públicas e a sensibilidade urbana cultivada entre o skate, a música e o design.
Durante a década de 1990, influenciado por primos mais velhos, o fotógrafo descobriu no skate um universo de expressão, comportamento, arte e liberdade. Mais do que a prática esportiva, o street skate serviu como porta de entrada para a cultura urbana e para o convívio com artistas, músicos e outros criativos locais. A ligação com o movimento foi tão intensa que ele chegou a comandar uma loja que se transformou em ponto de encontro para os entusiastas da modalidade.
O fotógrafo aponta que suas referências na linguagem fotográfica passam por nomes internacionais como Masahisa Fukase, Daido Moriyama, Alex Webb, Saul Leiter e Vivian Maier, além de grandes referências do cenário brasileiro, como Luiz Braga, Walter Firmo, Gustavo Minas e João Machado, todos com o olhar direcionado para o movimento das ruas. Em sua produção, ele busca seguir o ensinamento de seu antigo professor, Nelson Shiraga: a importância de se construir e manter um repertório.
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