Foto - crédito: Sé Corsari, reprodução
A Sociedade Hípica de Campinas recebe a exposição “Sé Corsari faz o Mediterrâneo desaguar no Atlântico”, uma mostra que celebra os 78 anos do clube e resgata o olhar sensível do pintor ítalo-brasileiro Sé Corsari sobre o cotidiano brasileiro. Cerca de 130 obras do artista, que adotou o Brasil como sua segunda pátria, estarão em exibição no espaço Senzala, a partir do dia 5 e até 15 de novembro. O evento busca apresentar ao público a rica produção de Sé Corsari, pseudônimo de Sergio Corrias (1924–2004), que se encantou com o país ao chegar em 1949, aos 25 anos, e retratou em suas telas a cultura, o povo, a natureza e as paisagens locais.
A curadoria, assinada por Ligia Testa, destaca a interpretação única que o artista fez da brasilidade, através de uma relação afetuosa e poética com o povo, especialmente do Nordeste. O vernissage, que marca a abertura oficial do evento, ocorrerá no dia 4 de novembro, às 19 horas, mediante convite e inscrição prévia pelo WhatsApp (19) 99792-7221, com vagas limitadas e por ordem de chegada. A celebração de abertura contará com a participação especial do DJ Luiz “Thunderbird”, conhecido como Thunder, músico, apresentador e ex-VJ da MTV Brasil.
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Para aqueles que desejam se aprofundar na obra de Sé Corsari, um catálogo-livro trilíngue (português, italiano e inglês) documenta a exposição, agrupando as pinturas por afinidades temáticas e apresentando comentários da curadora. A publicação, idealizada pelo filho do artista, Fabio Corrias, e sua esposa Adriana, busca preservar a história e a trajetória de Sé Corsari, mantendo sua arte viva para novos olhares. Uma versão virtual do catálogo está disponível gratuitamente para acesso online.
Sergio Corrias, que nasceu em Bracciano, Itália, em 1924, desenvolveu seu nome artístico, Sé Corsari, combinando elementos de seu prenome e sobrenome, buscando evocar ousadia e aventura. Após viver em diversas regiões da Itália, emigrou para o Brasil em 1949, onde residiu por 11 anos, antes de retornar à Itália. Estabeleceu-se novamente no Brasil em 1975, mas manteve uma ligação constante com seu país de origem, onde faleceu em 2004, deixando um legado de mais de 500 obras e reconhecimento internacional.
Conforme a curadora Ligia Testa, Sé Corsari optou pela figuração em sua pintura, guiado por uma sensibilidade humanística e um profundo domínio técnico. Sua arte ia além da mera reprodução do visível; ele transformava referências através de seu olhar, memória e experiência, simplificando formas, acentuando cores e reorganizando elementos de maneira única. Essa abordagem artística se manteve consistente ao longo de toda a sua carreira.
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