Foto - crédito: Vani Caruso, divulgação
A artista visual Vani Caruso inaugura em 19 de setembro de 2026 a exposição “Onde o invisível toca — cartografias delicadas entre presença e ausência”, com curadoria de Andrés I. M. Hernández, no Tote Espaço Cultural, em Sousas, Campinas. A mostra, que permanece aberta ao público até 31 de outubro de 2026, oferece entrada gratuita e explora diversas linguagens da arte contemporânea, como livro de artista, instalações, vídeo arte, desenho, arte têxtil e som, abordando temas centrais na pesquisa de Vani: linha, traço, gesto, corpo, memória, cartografias, matéria e o sensível.
A exposição convida o público a refletir sobre a natureza do desenho, que, segundo a artista, não se limita a fixar imagens, mas serve como um registro do que surge, desaparece e deixa vestígios. Vani Caruso descreve o gesto do desenho como um registro de “aparições mínimas”, onde linhas e sinais gráficos emergem como “mapas provisórios de relações invisíveis”. O público é estimulado a perceber não apenas o visível, mas também as lacunas e associações que se formam entre as obras.
👉 Mais cultura? Acesse nossa programação.
Dentre as obras em destaque está “Linha que fere o plano” (2026), uma instalação central que dialoga com os demais trabalhos, transpondo elementos do livro de artista para o espaço expositivo. A artista também propõe a interação do público com “O que em você está prestes a se soltar?” (2026), onde uma pergunta se torna um convite à reflexão individual. O corpo é uma presença constante, explorada em trabalhos como “Fresta — corpo, dispositivo de dobra” (2025/2026) e “Quando o traço não cabe” (2026), esta última expandida em vídeo arte com movimento e som.
Outras obras que compõem a mostra incluem “Entre a mão e o desenho” (2025), “Arquivos do invisível” (2026), “O plano não sustenta” (2026) e “Entre tempos” (2025), esta última estabelecendo uma conexão entre fotografia, memória e desenho.
O curador Andrés I. M. Hernández ressalta a pesquisa artística de Vani Caruso, marcada pela linha, traço, gesto, corpo e memória, e como a escrita e seus desdobramentos, incluindo o desenho expandido, são matrizes importantes em sua produção. Ele destaca a maneira como a artista “desmembra em sentimentos e sensorialidades o invisível irradiado nas trações”, evidenciando a relação entre suas obras e a participação do espectador.
Newsletter:
© 2010-2026 Todos os direitos reservados - por Ideia74