Foto - crédito: divulgação
Título Post (Para campo Título H1): “Memória-Veneno”: curta experimental de Marta Fontenele estreia em Campinas com exibição gratuita
Título Event (Para SEO/Snippets): “Memória-Veneno” – 8 de Setembro – MIS Campinas
A ficção experimental “Memória-Veneno”, criada e dirigida por Marta Fontenele, inicia sua temporada de lançamento em Campinas com uma exibição gratuita e aberta ao público. O curta-metragem, com 30 minutos de duração, será apresentado na próxima terça-feira, 8 de setembro, às 19h30, na Sala Glaubér Rocha do MIS-Campinas. Após a exibição, haverá um debate para discutir a obra. O evento, com classificação indicativa para maiores de 12 anos, explora a complexidade das memórias armazenadas ao longo da vida e seu potencial perturbador na vida adulta e na velhice, utilizando um apelo ficcional e técnicas de baixo orçamento.
A trama acompanha Sued (Stella Vilela), uma mulher atormentada por pesadelos recorrentes que a levam a revisitar o passado através de fotografias e memórias. A narrativa se intensifica à medida que Sued decide confrontar as “ruínas” de suas lembranças, revisitando simbolicamente locais evitados. A produção, realizada com recursos do Fundo de Investimento Cultural de Campinas (FICC), contou com locações marcantes na Vila Industrial e no Parque Jambeiro, incluindo a paisagem urbana e um casarão histórico, cenários que ecoam o estado interior da personagem e carregam camadas de memória. A estética do filme, com montagem de Carolina Engler, explora imagens sintéticas criadas por Renato Munhoz, construindo uma geografia afetiva onde passado e presente se entrelaçam.
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Marta Fontenele destaca o caráter experimental do curta, concebido como um convite à reflexão sobre as memórias como estrutura invisível de nossas experiências, com origens que remontam à infância. A diretora enfatiza que a memória tóxica, embora invisível, é potente e pode retornar como pesadelos na vida adulta se negligenciada. A provocação central reside em como processamos nossas memórias para evitar que elas desestabilizem a maturidade.
A estética cinematográfica aposta em silêncios e lentidão, com trilha sonora de Gustavo Kudo e um roteiro minimalista em falas, priorizando pausas expressivas. Fontenele argumenta que o excesso de ruído nem sempre comunica sentimentos e percepções, optando por um cinema onde o vazio sonoro se torna tão expressivo quanto a imagem, abrindo espaço para a poesia e a reflexão sobre a potência das lembranças.
O lançamento oficial do curta ocorreu na última segunda-feira, 31 de agosto, na abertura da 2ª Mostra de Cinema da Adunicamp, que aborda o tema “Caminhos e identidade do audiovisual de Campinas e região”. A mostra prossegue até novembro, com exibições mensais.
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