Foto - crédito: Filipe Miranda, divulgação
O Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, que celebrou 50 anos de história em 2025, será homenageado com o lançamento do curta-metragem de animação coletiva “Fructus Nucleorum”. Com seis minutos de duração, a obra reúne o trabalho de sete animadores da nova geração ligada ao Núcleo, celebrando sua trajetória, memória e legado. A estreia acontece no dia 17 de outubro, às 19h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas. O ingresso é gratuito.
Fundado em 1975 pelo animador e educador Wilson Lazaretti, com a participação de Maurício Squarisi desde 1979, o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas é um dos mais antigos e atuantes núcleos independentes de produção e pesquisa em animação no Brasil e no mundo. O curta “Fructus Nucleorum” é resultado do Projeto Núcleo: 50 anos animando, contemplado pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas, e é uma iniciativa da Diálogos Produções Culturais.
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Além da estreia no MIS Campinas, estão agendadas outras duas exibições: no dia 28 de outubro, Dia Internacional da Animação, às 19h30, também no MIS; e no dia 30 de outubro, às 19h30, na Sala dos Toninhos, na Estação Cultura. O filme é assinado pelos animadores Camila Kater, Flavia Godoy, Filipe Miranda, João Pedro Silva, Lucas Vega, Rafaela Repasch e Roberta Santana, e busca traduzir em imagens a importância de cinco décadas dedicadas à produção, ensino e pesquisa em animação.
A direção musical e trilha sonora são de Eduardo Virgílio, com montagem e finalização de Eliana Ribeiro. Lucas Vega assina o making of, Rebeca Ribeiro a produção e Janice Castro a produção-executiva. Ao longo de sua existência, o Núcleo realizou mais de 400 curtas-metragens, dois longas-metragens, como “História Antes de uma História” de Wilson Lazaretti (finalista no Prêmio Platino) e “Café, um Dedo de Prosa” de Maurício Squarisi. A formação de novos animadores é um pilar fundamental, com mais de 2.500 oficinas realizadas no Brasil e no exterior, incluindo trabalhos com comunidades indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
A filosofia do Núcleo parte do princípio de que todos podem desenhar, considerando o traço como uma forma singular de expressão. Nas oficinas, todas as etapas da criação de um filme são abordadas, do roteiro à animação em papel.
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