Foto - crédito: Lu Antônio / divulgação
O espetáculo “Aqualtune e as Escreviventes”, da Cia. Nayambing, terá duas apresentações gratuitas em Campinas: no dia 11 de setembro, às 20h, na Sala dos Toninhos, e no dia 18 de setembro, também às 20h, no Teatro Maria Monteiro. A montagem, idealizada e protagonizada pela atriz Jeniffer Éffe’s, promove um encontro entre arte dramática, literatura, ancestralidade e memória, trazendo ao palco histórias de autoras negras que marcaram a identidade brasileira.
Fundamentada na concepção de escrevivência, formulada pela escritora Conceição Evaristo, a narrativa percorre a trajetória de autoras negras no Brasil, desde pioneiras como Maria Firmina dos Reis até vozes contemporâneas. A produção busca resgatar relatos historicamente silenciados, estabelecendo um espaço de reflexão, pertencimento e valorização cultural.
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Em cena, o ambiente de um bar periférico é ressignificado como um polo de acolhimento e memória. Em vez de alimentos convencionais, o cardápio do fictício Bar Kintal da Kebrada oferece ao público poemas, textos, livros e referências da cultura negra, em que cada item do menu funciona como um convite para acessar uma vivência ou história.
A figura central dessa experiência é Aqualtune, princesa e guerreira congolesa associada ao Quilombo dos Palmares e avó de Zumbi dos Palmares. A personagem simboliza uma linhagem ancestral que conecta a África ao Brasil, correlacionando acontecimentos históricos à contemporaneidade por meio de territórios de resistência e liberdade.
O elenco ganha o reforço do ator Matheus Janeiro no papel de Davenga, personagem fundamentado na obra de Conceição Evaristo. A atuação conjunta expande a estrutura inicial do monólogo, promovendo o diálogo entre diferentes perspectivas e vozes da vivência negra.
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