Foto – crédito: Samuel Lorenzetti/divulgação
E se um dia o rio Tietê começasse a falar? O que ele diria? Explicaria por que resolveu ir pelo interior afora ao invés de ir para o mar como os outros rios? Reclamaria de como anda doente em algumas cidades e saudável em outras? As lendas nascidas nas curvas do Tietê apresentam o rio como um viajante que lança à humanidade um pedido de socorro. Esse é o ponto de partida do espetáculo “Rio que Passa Lá”, do grupo Último Tipo, que será apresentado no formato on-line nesta quinta-feira, dia 13 de maio, às 16h, no Youtube e Facebook do grupo.
O espetáculo foi filmado especialmente para ser transmitido ao público pelas redes sociais e terá exibições também nos dias 14, às 10h e às 16h, 15 de maio, às 20h, dia 4, às 10h e às 16h, e no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, às 20h.
Após cada apresentação, os atores responderão às perguntas do público enviadas pelo chat das redes sociais. Além da interação com o elenco, haverá um bate-papo com a participação de convidados, como a dançarina e preparadora corporal Renata Oliveira, o diretor de atores Newton Murce e o músico Alessandro Dias.
Com 33 anos de história e radicado em Campinas há 25 anos, o grupo Último Tipo é formado pelos artistas Déo Piti, Jara Carvalho, Lya Bueno, Velu Carvalho. Neste espetáculo, a trilha composta especialmente para a peça tem como base os ritmos tradicionais de São Paulo, sobretudo a moda de viola.
O projeto é uma realização do Último Tipo, com produção executiva de Wannyse Zivko, da Arte & Efeito, e contemplado pelo edital emergencial ProAC Expresso Lei Aldir Blanc – ProAC LAB 38/2020, com recurso do Governo Federal, através do Governo do Estado de São Paulo / Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Mais sobre o espetáculo
No espetáculo, o rio toma a forma de um viajante para falar com o homem de igual para igual. Como um mendigo, é ignorado por muitos e merecedor da piedade de outros, mas é no encontro com uma índia que ficará clara a realidade de que a água limpa é o verdadeiro tesouro para o ser humano. Para alegrar a fábula, a peça é salpicada por festas, danças, músicas e elementos do folclore de várias cidades que são banhadas pelo rio Tietê, como o Samba-lenço, a Catira, o Cururu e o Encontro de batelões.
Os materiais de cena, cenário e figurinos, como em todos os outros trabalhos do grupo, foram confeccionados com materiais descartados, prezando a reciclagem e o reaproveitamento.
Originalmente concebido para apresentações presenciais, Rio que passa lá estreou em 2014 e em sua trajetória atingiu uma média de 44.000 espectadores nas 177 apresentações realizadas. Junto com o espetáculo foi lançado um livro com a história, com distribuição de 19.000 exemplares.
Foto – crédito: Samuel Lorenzetti/divulgação
Grupo Último Tipo
Com uma trajetória bem-sucedida, o Último Tipo, criado em Goiânia há 33 anos e radicado em Campinas há 25, já soma um extenso repertório de peças que misturam música e teatro de forma inusitada e poética. O bom humor, a interatividade e a irreverência também são marcas fundamentais do grupo, que tem no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo, inclusive, apresentações de rua e itinerantes à moda dos trovadores medievais.
Déo Piti, Jara Carvalho, Velu Carvalho, Lya Bueno e Lóra Brito têm nos arranjos vocais sua base. Mas também utilizam muita percussão, que inclui instrumentos inusitados, como espátula de pedreiro, suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê, além de alguns que o próprio grupo cria, como o “Pifanite” e a “Cabaça de Touca”. A seus arranjos, unem-se timbres eletrônicos, conferindo sonoridades contemporâneas ao seu trabalho. Violão, viola, guitarra, teclado, pandeiro, cajon também fazem parte dessa receita sonora.
O grupo tem como referências musicais o Grupo Rumo, Arrigo Barnabé, Mutantes, Premeditando o Breque, Itamar Assumpção, Hermeto Pascoal, dentre tantos outros.
Os figurinos exóticos e os cenários são confeccionados com materiais recicláveis e descartes diversos, como cartões telefônicos, garrafas pet, discos de vinil, retalhos e tudo o que a criatividade permitir, o que se tornou uma marca do grupo desde sua criação.
O Último Tipo já realizou mais de duas mil apresentações por 10 estados brasileiros, em mais de 150 cidades diferentes, em espaços como teatros municipais, centros culturais, escolas, festivais, além de diversas unidades de Sesc e Sesi. Hoje tem 11 espetáculos em seu repertório, sendo 7 infantis, 2 adultos e 2 para todas as idades. Mas, em toda a sua trajetória, já montou 27 espetáculos. Gravou dois CDs, um álbum para streaming e um DVD.
O grupo já ganhou mais de 30 prêmios com diversos espetáculos, músicas, clipes, trilhas de filmes, além de ter sido contemplado com fundos de investimento municipais e patrocínios de diversas empresas.
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