“La Traviata”, de Giuseppe Verdi, uma das óperas mais populares de todos os tempos, será apresentada pela Orquestra Sinfônica da Unicamp, Coral Unicamp Zíper na Boca, Coro Contemporâneo de Campinas e Ópera Estúdio Unicamp neste fim de semana prolongado pelo feriado da Independência, entre os dias 6 e 9 de setembro, no Theatro Municipal de Paulínia. Os ingressos têm preços populares: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
A realização é do Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC). Com direção de Angelo José Fernandes, coordenador-geral do projeto, Felipe Venâncio, diretor de cena e cenógrafo, e Cinthia Alireti, diretora musical e regente, a ópera mobiliza mais de cem artistas.
Inspirada na peça teatral parisiense “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, a ópera estreou em 1853 no Teatro La Fenice, em Veneza. O tema, que critica os valores burgueses e questiona os limites do amor, serviu de combustível para clássicos do cinema atual, como o filme “Uma Linda Mulher”, com Julia Roberts, e o musical “Moulin Rouge”, com Nicole Kidman.
Mais sobre as apresentações
“La Traviata” estará em cena completa, assim como foi com “A Flauta Mágica” (2017), “O Elixir do Amor” (2016), “Don Giovanni” (2015) e “As Bodas de Fígaro” (2014), realizadas pela Unicamp. “Nós fazemos uma ópera por ano agora. Mesmo neste 2018, com essa crise. É o maior orgulho conseguirmos encenar a ópera porque a princípio seria só uma versão do concerto parcialmente encenada”, afirmou a regente Cinthia Alireti.
A ópera foi escolhida por ser uma das mais populares do repertório erudito. O teatro de Paulínia foi escolhido porque é o único da região que tem um fosso para a orquestra, necessário para este tipo de espetáculo.
A soprano Raíssa Amaral, 26 anos, doutoranda da Universidade, já começa sua performance com o mais alto agudo interpretando a cortesã Violetta Valèry, protagonista da obra “La Traviata”. Rafael Stein, 25 anos, é o tenor convidado para interpretar Alfredo Germont, por quem Violetta se apaixona. Ele é integrante da Cia Minaz, uma companhia de ópera de Ribeirão Preto.
“Estamos trazendo na cenografia uma versão mais moderna, mexendo com luzes LED e brilho”, afirma o diretor cênico, Felipe Venâncio. Sobre a encenação Venâncio, também ex-aluno da Unicamp, quer trazer mais um pouco do teatro em si e “fazer com que o público se identifique não só pela música, mas pela interpretação também”.
Fonte: assessoria de imprensa da Unicamp
Foto: Antonio Scarpinetti (divulgação)
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