Foto - crédito: Gustavo Arrais, divulgação
O Festival Tereza de Benguela chega à sua terceira edição em 2026, celebrando a força e a cultura das mulheres negras em Campinas. O evento, que acontecerá no Largo do Rosário, no centro da cidade, no dia 25 de julho, a partir das 16h, contará com apresentações de Luciana Mello e Nega Duda, com entrada gratuita. A realização é da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas, marcando o Dia Municipal Tereza de Benguela da Mulher Negra, Caribenha e Latino-Americana.
Além dos shows, o festival oferecerá uma Feira de Economia Criativa, reunindo barracas de alimentação e artesanato de expositoras locais. Uma sugestão aos participantes é a doação de 1 kg de alimento não perecível.
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Luciana Mello, reconhecida por sua versatilidade na MPB e por transitar entre o samba e o pop contemporâneo, traz sua rica trajetória de mais de três décadas. Filha de Jair Rodrigues, a cantora consolidou uma carreira com identidade própria, apresentando nove álbuns solo, projetos especiais e colaborações com grandes nomes da música brasileira. Seu trabalho mais recente, “Casa da Lu”, lançado em 2024, celebra a força feminina no samba com participações de Alcione, Leci Brandão, Mart’nália, Fabiana Cozza e Marvvila, impulsionando uma turnê que percorre o país desde 2025.
Nega Duda, natural de São Francisco do Conde, na Bahia, é uma referência fundamental na preservação e difusão do Samba de Roda, manifestação cultural reconhecida como patrimônio da humanidade. Criada nas tradições populares de sua região, com influências do candomblé Angola e os ensinamentos de sua avó, Dona Buzu, Nega Duda levou o Samba de Roda a importantes palcos no Brasil e no exterior, incluindo o Printemps des Comédiens, na França, e o Festival de Inverno de Garanhuns. Sua atuação é marcada pelo compromisso com a salvaguarda e a continuidade dessa expressão cultural, mantendo viva uma das mais importantes manifestações da música popular brasileira. O grupo Samba de Roda Nega Duda é reconhecido pela Associação de Sambadores e Sambadoras do Estado da Bahia.
O festival conta com o selo “Campinas Antirracista”, um programa da Prefeitura de Campinas que articula diversas ações municipais para a promoção da igualdade racial, o combate ao racismo e à intolerância religiosa, integrando políticas públicas em educação, cultura, saúde, trabalho e direitos humanos para uma cidade mais justa e inclusiva.
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