Foto - crédito: Aline Fidelix, divulgação
O “19º Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas” – retorna ao calendário cultural trazendo uma programação intensa de oito dias, de 26 de junho a 4 de julho. Sob o tema “Partilha”, o evento promete uma variedade de espetáculos, encontros e ações formativas para diferentes públicos, destacando-se o maior número de atrações internacionais dos últimos dez anos.
A abertura oficial ocorrerá no dia 26 de junho, no Teatro Castro Mendes, com o espetáculo “Restinga de Canudos”, da Cia. do Tijolo, de São Paulo/SP, obra premiada pela APCA com indicação etária de 12 anos e acessibilidade em Libras. A programação completa inclui apresentações em diversos locais da cidade, como Sesc Campinas, Barracão Teatro, Centro Cultural SESI Campinas, Cis Guanabara, Biblioteca Monteiro Lobato, Centro de Convivência Cultural, Praça Carlos Gomes, Lagoa do Taquaral, Casa de Cultura Aquarela e Quintal Garatuja.
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O festival, gerido coletivamente pelo Núcleo Feverestival, busca democratizar o acesso à arte com uma programação diversificada. Entre as atrações internacionais, destaca-se a peça peruana “Confesiones”, do Grupo Cultural Yuyachkani, que explora o processo criativo da atriz Ana Correa e o contexto de violência política no Peru, com apresentação nos dias 27 e 28 de junho no Barracão Teatro.
O solo “Mujer en Lucha, Mujer en Guerra”, da Colômbia, interpretado por Oriana del Mar, abordará o conflito social e armado do país no Cis Guanabara em 30 de junho. O humor ácido e a sátira de Leo Bassi (Espanha) estarão presentes com “Yo, Mussolini” no Centro de Convivência de Campinas em 2 de julho, enquanto o palhaço chileno Karcocha encerra o festival com os espetáculos de rua “El Coche” (3 de julho na Praça Carlos Gomes) e “Desequilíbrio Urbano” (4 de julho na Lagoa do Taquaral).
A representação nacional no festival inclui “Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto”, do Grupo Clariô de Teatro, que apresenta a cultura popular do reisado cearense no Centro Cultural SESI Campinas em 27 e 28 de junho. “MARIAS”, de Ori-Okan (Campinas/SP), será exibido na Biblioteca Monteiro Lobato em 30 de junho, com uma contação de história que transita entre infância e ancestralidade.
O grupo Las Cabaças, do Pará, apresenta “Dia da Caça” no SESC Campinas em 28 de junho, explorando os mistérios da floresta. Do Ceará, o Carroça de Mamulengos traz os espetáculos de bonecos “O Babauzeiro” (1 de julho) e “A Babauzinha” (2 de julho) no SESC Campinas. O grupo Jurubebas de Teatro, de Manaus/AM, apresenta “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú” em 3 de julho, também no SESC Campinas, fomentando o interesse pelas identidades do interior do Brasil, especialmente da Amazônia.
A Cia do Tijolo enxerga as ruínas de Canudos, cidade submersa, e mergulha nas águas do açude de Cocorobó em busca das histórias de suas gentes. Para além da visão de Euclides da Cunha e da narrativa do massacre, o espetáculo recria, a partir dos olhos de duas professoras, uma comunidade viva, forte, próspera e vitoriosa na invenção de formas próprias de existência. Restinga de Canudos traz professoras, beatos fazendo reza, guerra e festa numa Canudos recriada para o tempo presente.
Confesiones é um solo de Ana Correa no qual a atriz compartilha seu processo criativo, dialogando com suas personagens construídas ao longo da trajetória do Grupo Yuyachkani, especialmente as surgidas entre 1980 e 2000, período marcado pela violência política no Peru. Em cena, transita entre pessoa e personagem, numa linha tênue entre ficção e realidade, expondo a fusão entre mulher, mãe, cidadã e artista.
Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a saga da irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.
As caçadoras Bifi e Quinan, famintas há 3 dias, passam uma noite na floresta seguindo rastros de bichos e procurando comida. Um misterioso e temido animal as enfeitiça durante o curso da história.
Confesiones é um solo de Ana Correa no qual a atriz compartilha seu processo criativo, dialogando com suas personagens construídas ao longo da trajetória do Grupo Yuyachkani, especialmente as surgidas entre 1980 e 2000, período marcado pela violência política no Peru. Em cena, transita entre pessoa e personagem, numa linha tênue entre ficção e realidade, expondo a fusão entre mulher, mãe, cidadã e artista.
Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a saga da irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.
“Uma serpente mágica d’água aparece — e nada volta a ser como antes na vida de Vó Maria e Maria Flor. É o que narram Ori e Okan, gêmeos brincantes que, ao ouvirem o canto dos passarinhos dourados da árvore de Loko, recebem um chamado: contar para não se perder. Pelas vozes encantadas das crianças, somos conduzidos ao encontro inesperado entre Maria Flor — menina curiosa que sonha em ser escritora —, Vó Maria — benzedeira do bairro, cansada e desacreditada em seu ofício — e Cobrinha Pequenina, a serpente da transformação. Entre folhas, cantos e rezos, algo começa a se mexer devagarinho… rodando, rodando — como um arco de muitas cores que risca o céu depois da chuva — lembrando que tudo pode recomeçar.”
Um solo poderoso que leva o público em uma viagem profunda pela história do conflito social, político e armado da Colômbia, visto através dos olhos de quem mais o sentiu: as mulheres. Por meio de personagens como Consuelo Velásquez e Jennifer Restrepo, construídos a partir de depoimentos reais de vítimas, a atriz dá voz a realidades que merecem ser ouvidas. Uma obra que não apenas retrata a dor da guerra, mas que reconhece a resiliência, a esperança e os processos de paz liderados por mulheres que se recusaram a desistir. Uma reflexão que comove e que convida a compreender e a sentir.
João Bondade contratou Benedito para cuidar do seu pomar, onde as frutas são cultivadas e distribuídas para a comunidade. Mané Vou-lá-Hoje vê uma boa oportunidade para ganhar dinheiro fácil. Sabirinho é um passarinho raro – mistura de sabiá com canarinho – e, com Mané por perto, está correndo perigo. Nessa apresentação, Carlos Gomide revive o Babau, dando vida a bonecos que foram recebidos das mãos de mestres desse folguedo na origem da Carroça de Mamulengos.
Um solo poderoso que leva o público em uma viagem profunda pela história do conflito social, político e armado da Colômbia, visto através dos olhos de quem mais o sentiu: as mulheres. Por meio de personagens como Consuelo Velásquez e Jennifer Restrepo, construídos a partir de depoimentos reais de vítimas, a atriz dá voz a realidades que merecem ser ouvidas. Uma obra que não apenas retrata a dor da guerra, mas que reconhece a resiliência, a esperança e os processos de paz liderados por mulheres que se recusaram a desistir. Uma reflexão que comove e que convida a compreender e a sentir.
Ao recortar três momentos históricos do teatro de bonecos, Ana apresenta o percurso do personagem Benedito de funcionário de coronel em condições análogas a escravidão, a retirante nordestino até seu filho já indo pra escola morando em uma grande cidade. Durante o espetáculo Ana reflete o que é ser herdeira de uma tradição, e ao mergulhar na história da sua ancestralidade encontra a sua própria história.
Em Yo, Mussolini, Leo Bassi investiga os mecanismos de ascensão do fascismo a partir do humor ácido, sátira e linguagem bufonesca. Ao encarnar Benito Mussolini, o espetáculo revela como o medo, a manipulação política e os interesses das elites alimentam regimes autoritários. Entre o riso e a provocação, a obra propõe uma reflexão crítica sobre a intolerância e as estratégias de dominação ainda presentes no mundo contemporâneo.
Espetáculo de alto impacto, irreverente e desconcertante, um formato impensado na arte da palhaçaria de rua. Utópico para as mentes conservadores, Karcocha causa uma catarse na street art, em que o politicamente correto se transforma para dar passagem a um mundo sem limites.
Olhos atentos que paramos o tempo para o que vamos contar! Duas irmãs que nasceram grudadas pelo umbigo, crias da comunidade ribeirinha de Julião. As cunhantãs tem seus desejos de matar a fome, uma delas quer ficar, outra delas quer partir. Então, o rio Tarumã vira palco para história de Tucumã e Buriti. O espetáculo surge como forma de suscitar o interesse do público pelas identidades do interior do Brasil, em especial da Amazônia brasileira através de aspects que compõe o imaginário dos caboclos e dialogam com a diversidade cultural do interior do nosso país.
Neste espetáculo, Karcocha não tem um guia ou um plano. Com mais de 20 anos de experiência na arte de rua, ele improvisa com os pedestres, animais, sons e tudo o que dê a ele um motivo para brincar e provocar risadas ou emoções. Com técnicas de mímica, este personagem cria cenas inimagináveis e uma amigável comicidade com o público, trabalhando juntos para produzir a maior quantidade de endorfina possível e alimentar assim seus corações.
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