Foto - crédito: Levi Macedo, divulgação
O Trio Instrumental do Anelo, conhecido por seu trabalho social e musical na periferia de Campinas, realizará uma apresentação no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) no próximo sábado, 11 de abril, a partir das 10h. O show marca o encerramento da exposição “Pulso”, do artista visual Rogério Pedro, que celebra 20 anos de sua trajetória artística. A mostra, que ocupa o MACC desde 18 de março, oferece ao público a última oportunidade de apreciar as obras neste dia.
A performance contará com Josias Telles no contrabaixo, Filipe Lapa na bateria e Deivyson Fernandez no piano, apresentando um repertório envolvente de MPB e jazz instrumental. Luccas Soares, fundador do Anelo, também se juntará ao trio em algumas canções, adicionando a escaleta ao som.
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Rogério Pedro expressa que “Pulso fala de ritmo, de energia, de continuidade. E a música é, talvez, uma das expressões mais diretas desse conceito”. Ele vê o encerramento da exposição com música como uma forma de “materializar esse batimento que atravessa toda a mostra”, além de reforçar o desejo de compartilhar o espaço do museu com outras formas de arte e ampliar a experiência do público. A participação dos músicos do Anelo é vista como um meio de tornar o encerramento mais “vivo, sensorial e coletivo”, alinhado à sua visão sobre a arte. Essa colaboração também sublinha a importância da construção de pontes entre linguagens e pessoas, um aspecto fundamental em sua obra.
O artista, reconhecido por sua exploração expressiva da cor e por atuar em diversas frentes como design, ilustração, pintura e muralismo, também se destaca por seu engajamento social. Essa característica o aproximou do Anelo, instituição com a qual mantém uma relação duradoura. Ao longo de sua carreira, Rogério Pedro colaborou com organizações como o Instituto Ayrton Senna, a Fundação Síndrome de Down e a Casa da Criança de Valinhos.
A afinidade entre arte e transformação social é a base da conexão de Rogério Pedro com o Anelo. Ele admira o propósito do instituto em usar a música como ferramenta de formação, pertencimento e mudança de realidade. Sua participação em momentos do Anelo, seja criando trabalhos visuais ou acompanhando o impacto gerado, solidificou essa relação orgânica, fundamentada em admiração mútua e no entendimento do diálogo profundo entre a arte visual e a música. Enquanto sua obra traduz a cultura brasileira por meio visual, o Anelo o faz através do som, ritmo e vivência coletiva.
A mostra no MACC destaca a obra de Rogério Pedro, que transita entre múltiplas plataformas e contextos urbanos, aparecendo em galerias, livros, murais e objetos. A exposição celebra o imaginário e a diversidade da cultura brasileira.
O título “Pulso” simboliza a constância do fazer artístico: o ritmo do gesto repetido, a energia que se manifesta em diferentes escalas e sustenta uma produção pautada pela constância, pesquisa e identidade ao longo do tempo. Rogério Pedro explica que “Pulso nasce do gesto repetido, da insistência em criar e da escuta do cotidiano que me cerca. Esta exposição se materializa aqui, na minha cidade. Realizá-la no MACC é devolver a Campinas parte do que ela me deu e reafirmar meu compromisso com a cultura como força de encontro e transformação”. O artista possui obras expostas em diversas cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Barcelona, Cidade do México, Miami, Nova York, Dubai, Viena e Buenos Aires.
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