Foto - crédito: Firmino Piton / Prefeitura de Campinas (divulgação)
O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) inaugura, no dia 3 de julho de 2026, às 11h, a exposição “Ser em vez de estar”. A mostra, que segue em cartaz até o dia 30 de setembro, propõe um olhar crítico e revisional sobre o próprio acervo da instituição. O foco da iniciativa é a produção de artistas mulheres que marcaram a história do espaço desde a sua fundação, em 1965. A atividade é realizada pela Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas e integra as comemorações dos 252 anos do município.
A exposição reúne obras de mais de 30 artistas mulheres, dedicando-se a um recorte histórico que se estende da década de 1960 ao final do século XX. Esse período foi marcado pelos tradicionais Salões de Arte promovidos pelo museu. A trajetória de Jacy Milani, a primeira diretora do MACC, também faz parte do percurso histórico revisitado pela exibição.
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Com curadoria compartilhada entre o chefe do museu, Evandro Santos, e a curadora Luiza Testa, a mostra evidencia como essas criadoras contribuíram diretamente para a formação do acervo e da identidade institucional do local. Segundo Santos, o recorte resgata um período de grande efervescência artística, tornando fundamental a tarefa de observar a participação ativa das mulheres na construção da identidade do museu.
Estão presentes na exposição nomes fundamentais da arte moderna e contemporânea brasileira, como Regina Silveira, Maria Auxiliadora, Amélia Toledo, Tereza Nassar, Fayga Ostrower, Mira Schendel, Tomie Ohtake e Alice Brill. Muitas das obras expostas foram integradas ao patrimônio da instituição por meio de doações e participações em mostras ao longo das décadas.
A produção ligada ao contexto regional também ganha visibilidade com a exibição de trabalhos de artistas vinculadas à cena local, como Vera Ferro e Pama Loiola, reforçando a atuação do MACC na valorização das manifestações artísticas de Campinas.
Para a curadora Luiza Testa, a revisão do acervo sob uma perspectiva de gênero funciona como um meio de reescrever narrativas consolidadas. Ela destaca que as coleções dos museus não são estáticas e adquirem novos significados a cada geração e olhar curatorial. Portanto, centralizar a análise nas mulheres serve para iluminar trajetórias que historicamente acabaram ofuscadas por discursos dominantes.
O conjunto de obras inclui ainda criações de Maria Helena Motta Paes, integrante do Grupo Vanguarda — coletivo expressivo na formação do próprio MACC —, além de trabalhos de Anésia Pacheco e Chaves, cuja produção fez parte da 20ª Bienal de São Paulo e foi recentemente incorporada ao acervo institucional por meio de doação.
Exposição: “Ser em vez de estar”
Agendamento para grupos: [email protected]
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