Foto - crédito: Gustavo de Freitas Lara, divulgação
O ator, cantor e compositor Mouhamed Harfouch traz para Campinas o espetáculo solo autobiográfico “Meu Remédio”, uma comédia afetiva que explora suas raízes e a busca por pertencimento. As apresentações acontecem de 21 a 24 de outubro, no Teatro do SESI Campinas Amoreiras. O espetáculo, que já emocionou mais de 10 mil espectadores no Rio de Janeiro e em São Paulo, é oferecido gratuitamente ao público e conta com a direção de João Fonseca.
“Meu Remédio” nasceu da necessidade de Harfouch de criar um espetáculo portátil e autêntico, refletindo suas experiências como filho de pai muçulmano sírio e mãe católica brasileira, crescendo no Rio de Janeiro nos anos 1980. A peça, escrita, produzida e interpretada pelo próprio ator, aborda temas como identidade cultural e a conciliação de diferentes heranças, tudo isso em um formato simples que permite sua circulação por diversas cidades.
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Com mais de 30 anos de carreira, Mouhamed Harfouch descreve “Meu Remédio” como uma “comédia afetiva”, evitando o termo “terapêutica” por soar muito clínico. O processo de escrita funcionou como uma forma de elaboração pessoal, onde o teatro se tornou seu “grande terapeuta”. A montagem foi premiada como Melhor Solo pelo “Prêmio Arcanjo 2025” e Melhor Dramaturgia na “Fita – Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis”. O espetáculo utiliza um cenário de Nello Maresse e uma dramaturgia que se adapta a diferentes espaços, mantendo sua potência mesmo sem grandes estruturas técnicas.
A direção de João Fonseca foca na atuação de Harfouch, explorando sua capacidade corporal e vocal para dar vida a diversos personagens. O cenário e o figurino se transformam junto com a narrativa, e a luz complementa a criação dos ambientes da jornada do ator. A parceria entre Harfouch e Fonseca remonta a trabalhos anteriores, culminando neste projeto que, inicialmente interrompido pela pandemia, se transformou em “Meu Remédio” após o sucesso do monólogo on-line “Homem de Lata”.
O cerne da peça reside na experiência do imigrante e seus filhos, na busca por pertencimento em uma nova coletividade, negando a própria origem para ser aceito. Harfouch destaca que o espetáculo comunica com qualquer pessoa que se sinta de múltiplas culturas. A peça estreou em janeiro de 2025, no mesmo teatro carioca onde Harfouch iniciou sua carreira como ator 30 anos antes, um simbolismo que ele ressalta. A peça explora a ideia de que a verdade individual, quando expressa genuinamente, ecoa universalmente, inspirada por referências como Liev Tolstói e Ariano Suassuna.
Idealização e texto: Mouhamed Harfouch. Elenco: Mouhamed Harfouch. Direção: João Fonseca. Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal. Cenário: Nello Maresse. Iluminação: Dani Sanches. Produção executiva: Edmundo Lippi. Coordenação geral: Gustavo Merighi. Operação de som e luz: Ícaro. Contrarregra: Marcelo. Programação visual: Lucas Sancho. Mídia e tráfego: GuiiuG Comunicação. Fotografia: Gustavo de Freitas. Assessoria de imprensa: Arte Plural — M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Realização: Gustavo Merighi Produções Artísticas.
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