Foto - crédito: Dinho Bomfim, divulgação
A Praça Durval Pattaro, em Barão Geraldo, Campinas, será palco do “2º Festival de Samba de Barão Geraldo”, um evento gratuito que celebra a diversidade do gênero musical e promove o encontro da arte com a comunidade. Realizado no sábado e domingo, 17 e 18 de outubro, das 11h às 21h, o festival contará com apresentações de grupos campineiros de samba, DJs, além de uma completa estrutura de gastronomia, vinhos, cervejas artesanais e uma feira de economia criativa. O evento busca fomentar a economia local e divulgar a autêntica música popular não-comercial da região.
Com produção da Homeworks Produções e Zumbido Cultural, o festival se destaca pela curadoria das sambistas Carla Vizeu e Mahê Vaz, apresentando um panorama rico das vertentes do samba, incluindo samba de bumbo, samba de terreiro, samba raiz, sambas de Chico Buarque e samba autoral de protesto social.
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Além da programação musical, o público poderá desfrutar de uma variedade gastronômica que inclui hambúrguer e pizza artesanal, opções vegetarianas e veganas, culinária mexicana, pastel, acarajé, lamen, porções, churros, sucos naturais, açaí e uma seleção de vinhos e cervejas artesanais de marcas como Beer Station, Campinas e Landel. Uma feira de economia criativa com 20 expositores independentes também complementa a experiência.
A programação musical do sábado terá início às 11h com a abertura do evento, seguida pela discotecagem sambística no vinil do DJ Jão às 12h. A partir das 15h, o público poderá conferir as apresentações do Samba de Bumbo Paulista Nhô Arruda do Quilombo Iracema, com sua raiz ancestral reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. Às 17h, o Grupo Dagara trará o samba de terreiro e canto de axé, celebrando a ancestralidade e a cultura afro-brasileira. Fechando o dia, às 19h, o Velha Arte do Samba encantará com seu repertório de samba raiz.
O domingo também começará às 11h com a abertura. Às 12h, o DJ Cass comandará a discotecagem sambística no vinil. Às 15h, o Samba da Camaleoa apresentará uma roda de samba com protagonismo feminino. Às 17h, o Grupo Zabalê & Carla Vizeu interpretarão Sambas de Chico Buarque. A programação será encerrada às 19h com Beto Safa Nova & Banda Serviço Comunitário, apresentando sambas autorais de protesto social, abordando temas como encarceramento e violência contra a mulher.
Discotecagem sambística no vinil
Do Quilombo Iracema
Samba de terreiro e canto de axé
Samba raiz
Discotecagem sambística no vinil
Roda de samba
Sambas de Chico Buarque
Samba autoral de protesto
DJ Jão apresenta uma seleção dedicada à música brasileira, com o samba no centro de sua pesquisa e o vinil como fio condutor. Entre os discos de seu repertório estão Milton Banana, Originais do Samba e Novos Baianos, além de outras pérolas que atravessam diferentes épocas e vertentes da nossa música. Seus sets convidam à escuta e à dança, celebrando a riqueza dos ritmos brasileiros e a sonoridade dos discos de vinil.
O Samba de Bumbo Paulista Nhô Arruda traz a raiz mais antiga do samba paulista, reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2024. O grupo convida o público a vivenciar a tradição com o som potente do bumbo, as vozes juntas e a energia de um verdadeiro terreiro popular. O grupo é formado por Luisa Benedita de Arruda Silva, Ivani Vieira Lopes, Robson Vieira Lopes Arruda, Camila Barbosa Novaes Arruda, Matheus Regivaldo de Souza Calado, Iara Pamela de Barros, Fernanda Santana, Aurélio Vagner da Silva Alves, Arthur Pereira da Silva e Tiago Augusto Cândido.
O Grupo Dagara celebra a ancestralidade e a cultura afro-brasileira por meio do samba, dos cantos de terreiro e das tradições da cultura negra. Com uma sonoridade marcada pelas veias do samba, pela espiritualidade e pelos saberes ancestrais, o grupo transforma música e canto em celebração da memória e da coletividade. O grupo é formado por Doroti Martz e Rafa Franco (voz e efeitos), Tati Ubinha e Cris Monteiro (percussão), com a participação especial de Nico Villas Boas (violão) e Tina Cristina (baixo) neste show.
Formado por Dudu Baradel, Rildo Carvalho, Eduardo Pereira, Roberto Amaral e Edison Santos, o grupo Velha Arte do Samba desenvolve há mais de 20 anos um consistente e cuidadoso trabalho de pesquisa musical dedicado ao choro, à seresta e ao samba. Ao longo dessa trajetória, o grupo construiu um repertório sólido e afetivo que atravessa diferentes gerações e estilos, interpretando obras de Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Ataulpho Alves, Nelson Gonçalves, Pixinguinha, Noel Rosa, Noite Ilustrada, Jamelão, dentre tantos outros nomes essenciais da canção popular brasileira, mantendo viva a memória e a herança dessas tradições.
DJ Cass esteve próxima da música e toca-discos desde a infância. É jornalista e sempre apaixonada pela arte, começa a colecionar vinil em 2022 e passa a tocar no ano seguinte, em feiras, eventos e bares da cidade. Apreciadora e pesquisadora da música brasileira e suas diversas vertentes.
Samba da Camaleoa é uma roda de samba de protagonismo feminino, interseccional, resultado das oficinas “Batuque Na Cozinha”, conduzidas pela musicista Shey, que trabalha a educação através da cultura da roda de samba e reúne profissionais do samba e estudantes, formando a maior roda de samba de Campinas em número de ritmistas. As rodas são abertas e acontecem mensalmente em espaços de cultura da região central de Campinas e imediações.
O grupo Zabalê é um conjunto vocal e instrumental dedicado à música brasileira, com mais de 25 anos em constante atividade, apresentando seu vasto repertório com arranjos a três vozes. Formado por Celso Pires, Silas Oliveira e João Carvalho, se revezam no violão, pandeiro, surdo e vozes. O grupo se apresenta com a cantora Carla Vizeu interpretando “Sambas de Chico Buarque”. Carla Vizeu é cantora e compositora, com mais de 30 anos de trajetória musical, sendo o samba o gênero mais presente em seus projetos.
Beto Safra Nova e a banda Serviço Comunitário apresentam músicas autorais, incluindo sambas contemplados no “Caderno do Samba da Vela”. Suas composições abordam o encarceramento, denunciam a violência contra a mulher e retratam situações do cotidiano, transformando histórias reais em samba, emoção e reflexão.
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