Saber degustar um vinho, identificar aromas, defeitos, a complexidade da bebida entre tantos outros detalhes é uma arte que vem arrebatando muitos amantes. Além disso, a valorização da gastronomia nos últimos anos está acompanhada da necessidade de se compreender melhor a harmonização com a bebida, ou seja, como compatibilizar o vinho aos pratos.
Para quem busca um conhecimento mais aprofundado sobre o tema, os cursos da Associação Brasileira de Sommeliers, a ABS-Campinas, são boas oportunidades para iniciar uma viagem em torno desta arte. A entidade iniciou no mês de março o primeiro Curso Básico de Degustação de Vinhos de 2012. Em cinco aulas, os participantes estão aprendendo desde aspectos básicos de uma degustação qualitativa, processos de vinificação, até noções de enogastronomia, como fazer escolhas de bons exemplares que possuam qualidade e boa relação custo/benefício, entre muitas outras informações importantes, além, é claro, da degustação didática de excelentes vinhos.
Logo na primeira aula, ministrada pelo professor Francisco Soares, os participantes já recebem orientações sobre degustação com a proposta de identifcar as características, defeitos, qualidades e buscar pistas sobre a biografia do vinho, e ensina como fazer avaliações e o uso do copo. Com ele na vertical, por exemplo, é possível verificar a limpidez. Com o copo inclinado, a intensidade e tonalidade da cor, o anel periférico, amadurecimento e outros itens importantes, e após agitá-lo, se analisa as lágrimas, densidade, teor alcóolico etc.
Na sequência, há ainda a avaliação olfativa, em que se verifica os aromas predominantes (e quais são os mais comuns), a complexidade, persitência no copo e se há defeitos aparentes. Só depois vem a avaliação gustativa (doce, salgado, amargo, ácido), a adstringência, etc, e por último a avaliação final, com o equilíbrio do vinho, a harmonia, persistência aromática, e a avaliação pessoal de cada um, afinal, como define o professor: “não há certo e errado, mas o bom senso”.
Também já na primeira aula é desmistificada a questão da idade do vinho. Nem sempre fica melhor quanto mais velho. As bebidas existentes no mercado são todas jovens e consumíveis. O ideal seria prová-lo na maturidade e cada um tem a sua. E a idade também chega ao fim. Um vinho chileno, por exemplo, tem entre 12 e 15 anos de vida. Um brasileiro, em torno de cinco anos. Um Bordeaux pode chegar a 30 anos.
Já a segunda aula, com Pedro Coco, aprofunda no conhecimento das técnicas vinícolas e fatores viticulturais que influenciam a qualidade do vinho. Em seguida, o presidente da ABS-Campinas, Bruno Vianna, aborda a arte e a ciência na produção de vinhos, das parreiras até a garrafa, com direito a um coquetel de confraternização. Já Mário Telles Jr., na penúltima aula, apresenta as noções básicas de enogastronomia, ou seja, a arte de harmonizar vinho e a comida, e Arthur Azevedo arremata com informações sobre adegas, rolhas, rótulos e garrafas, todo o serviço do vinho. Por último, todos participam de um jantar de encerramento do curso oferecido pela diretoria da ABS-Campinas.
Durante 2012, a entidade ainda vai oferecer outros dois cursos básicos (em maio e em agosto), além de outros avançados, de espumantes e champagnes, e até um curso de cervejas.
Outras informações pelo site da ABS-Campinas: www.abs-campinas.com.br
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