Foto - crédito: Paula Arielly
O Coletivo Efêmeras, ligado à Unicamp, lança o projeto “Terror em Cena”, que explora o gênero como linguagem artística. A iniciativa apresenta dois espetáculos de dança-teatro, “Entre Tramas e Nós” e “Linha de Fuga”, com apresentações gratuitas em diversos espaços culturais de Campinas a partir de sábado, 11 de abril.
As montagens prometem investigar o terror a partir de experiências corporais e narrativas cênicas, abordando temas como sofrimento psíquico, violências cotidianas, preconceito e saúde mental. Com concepção e criação de Guilherme Viégas, os espetáculos são voltados para o público a partir de 16 anos.
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A temporada de estreia inicia no sábado (11/4), às 19h30, e no domingo (12/04), às 17h30, no Espaço Cultural Maria Monteiro. As apresentações seguirão para outros locais da cidade: Teatro Municipal José de Castro Mendes (17/04), o Centro Cultural Casarão (25/04 e 26/04) e o Instituto de Artes da Unicamp (29/04). A entrada para todas as sessões é franca. As apresentações dos dias 11, 17 e 29 de abril oferecerão acessibilidade em Audiodescrição.
Em cena, a plateia poderá conferir a performance de cinco intérpretes: Eduarda Barone, Heloísa Duria, Maria Clara Torres, Maria Fernanda Sosa e Letícia Okuyama.
“Ambas as montagens foram construídas a partir de um processo de criação colaborativo em suas dimensões coreográfica, musical e dramatúrgica. Isso só foi possível a partir dos diálogos entre as diferentes formações e experiências trazidas pelos artistas, que busquei potencializar ao longo do processo criativo por meio de uma metodologia que une abordagens da dança-teatro desenvolvidas por Pina Bausch à aplicação prática de conceitos da coreomusicologia”, destaca Guilherme Viégas.
No espetáculo “Entre Tramas e Nós”, a narrativa se debruça sobre a jornada de um ser apático, atormentado por figuras que desafiam a percepção entre o real e o imaginário, explorando as frestas entre o real e o sobrenatural para discutir o sofrimento psíquico.
Já “Linhas de Fuga” investiga as cicatrizes deixadas por uma sociedade misógina e preconceituosa, e como essas violências ressoam nos corpos das vítimas. Quatro histórias trágicas se entrelaçam em uma polifonia cruel e familiar, incorporando elementos do terror psicológico à dança.
Segundo a bailarina Heloísa Duria, o projeto propiciou um mergulho profundo, tanto individual quanto coletivo. “É uma constante redescoberta sobre si mesmo, sobre o que nos atormenta e como dançar esses medos, buscando entender também, enquanto grupo, como não deixar que eles tomem conta para além do processo criativo”, explica.
Os criadores ressaltam que os espetáculos se destacam pela forma como o gênero do terror atravessa a dança-teatro, resultando em movimentações e estados corporais não convencionais. A dramaturgia sonora é pensada para intensificar os sentimentos das personagens e promover a imersão do público, com o uso de objetos não habituais em cena, que enriquecem a proposta da dança contemporânea.
O projeto busca evidenciar como as violências cotidianas impactam o corpo, gerando estados de apatia, ansiedade, angústia, tristeza e medo. Paralelamente, a iniciativa reforça a importância de formar redes de apoio, buscar ajuda profissional em momentos de sofrimento psíquico e estar atento aos sinais dessas doenças silenciosas nas pessoas ao redor.
O projeto foi contemplado por editais de fomento, como o Plano Nacional Aldir Blanc (PNAB) e o Fundo de Investimentos da Cultura de Campinas (FICC).
O Coletivo Efêmeras investiga o gênero terror através da dança-teatro e coreomusicologia, explorando as frestas entre o real, o sobrenatural e as violências cotidianas.
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