Foto - crédito: Suellen Oliveira
O debate sobre saúde mental ganha uma nova camada com o encontro do “Café Filosófico CPFL” nesta quinta-feira (16), às 19h, que abordará os impactos do racismo na constituição do sofrimento psíquico e nos fundamentos da escuta clínica. A psicanalista Priscilla Santos de Souza será a convidada da noite, propondo uma reflexão crítica sobre como o racismo, elemento estrutural da sociedade brasileira, atravessa a experiência subjetiva, a teoria e a prática psicanalítica. A gravação do programa ocorrerá na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O evento, com entrada gratuita, integra um módulo dedicado aos dilemas contemporâneos da saúde mental.
Partindo da premissa de que o sofrimento psíquico está indissociável de fatores como raça, classe e gênero, a palestra visa questionar modelos tradicionais de diagnóstico e intervenção. O foco estará na necessidade de uma clínica mais atenta às condições sociais e políticas que moldam os sujeitos e suas formas de sofrimento, reconhecendo que “o sofrimento psíquico não se produz no vazio. Ele é atravessado por marcadores sociais que definem lugares possíveis ou impossíveis para os sujeitos no laço social. Ignorar essas dimensões é também limitar a escuta clínica”, segundo Priscilla Santos de Souza.
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A especialista também ressalta o potencial transformador da clínica nesse contexto, afirmando que “se o racismo estrutura desigualdades e produz efeitos concretos na subjetividade, a clínica pode, e deve, se colocar como um espaço de elaboração, reconhecimento e produção de outras formas de existência”.
Priscilla Santos de Souza é doutora e mestre em Psicologia Clínica pela USP, com formação em História pela Universidade Estadual de Maringá. Integra o Laboratório de Pesquisa e Extensão em Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) do Instituto de Psicologia da USP e atua como técnica em Assuntos Educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde participou da construção do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (NEAB). É tesoureira da Rede Interamericana de Pesquisa em Psicanálise e Política (REDIPPOL), com pesquisas voltadas às relações entre psicanálise, política e marcadores sociais da diferença.
O Café Filosófico CPFL apresenta uma nova identidade visual e artística, com cenário renovado e a nova apresentadora Tainá Müller interagindo com convidados e plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante. O local é climatizado, acessível a pessoas com deficiência, conta com intérpretes de Libras e oferece serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.
Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras editadas são exibidas na TV Cultura aos domingos, às 20h (com reprises às quartas, à 01h), e disponibilizadas posteriormente no YouTube. É importante notar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações semanais.
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