Foto - crédito: Fabiana Ribeiro
O projeto “Batuque na Cozinha” realiza no dia 11 de abril, a partir das 15h, na Fêmea Fábrica, a primeira edição das rodas de samba previstas do “Samba da Camaleoa”. A iniciativa, que conta com entrada gratuita e acessibilidade, promete uma tarde de celebração da cultura afro-brasileira, unindo a energia do samba a uma degustação especial de culinária de raiz africana. A roda terá a participação de estudantes do projeto, artistas profissionais e uma iniciativa de inclusão com tradutora de Libras.
Nesta edição, a roda de samba será enriquecida pela presença de duas vozes potentes da cena musical campineira: Nil Sena e Naná Cosme. A atividade se destaca pela gratuidade e pela garantia de acessibilidade, com tradutora de Libras para a roda e audiodescrição no cardápio gastronômico, promovendo assim a democratização do acesso à cultura..
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Complementando a experiência musical, o projeto apresentará o “Ajeum”, uma degustação oferecida pelo Afrochef Marcelo Reis, do Espaço Rainha Nzinga. O cardápio traz pratos ligados à raiz africana, concebido como uma vivência sensorial que une ancestralidade, resistência e cultura afro-brasileira, pilares da identidade negra no Brasil frequentemente celebrados em conjunto.
O “Batuque na Cozinha”, idealizado pela musicista e arte-educadora Shey, visa valorizar as identidades afro-brasileiras, ampliar o acesso à cultura e reafirmar o samba como ferramenta de educação, transformação social, pertencimento e preservação da memória cultural em Campinas. As ações do projeto, focadas na região central da cidade, buscam combater o abandono cultural através de atividades em espaços públicos e pontos independentes.
O termo iorubá “Ajeum” significa “comer junto” e refere-se a uma alimentação afetiva e de resistência da cultura afro-brasileira. O cardápio previsto inclui mini acarajé, xinxim de galinha com arroz de coco, cocada, e a bebida Bissap, um refresco popular na África. As vivências gastronômicas são conduzidas pelo coletivo Rainha N’Zinga, que fortalece laços entre cultura, identidade e memória, atuando majoritariamente com pessoas negras, refugiadas africanas e transgêneras.
O “Samba da Camaleoa” é uma roda de samba interseccional e de protagonismo feminino, que promove a troca horizontal de saberes entre profissionais do samba e estudantes de batucada, integrando as apresentações ao projeto Batuque Na Cozinha. Próximas edições estão agendadas para 25 de abril no MIS Campinas e 24 de maio na Sala dos Toninhos.
O Afrochef Marcelo Reis é reconhecido por seu trabalho na valorização da culinária afro-brasileira e africana, atuando como agente cultural e educador, especialista em gastronomia afro-diaspórica e utilizando a comida como ferramenta de memória, identidade e resistência.
Shey, musicista e arte-educadora de Campinas, com trajetória iniciada na infância no samba, coordena a Casa Ateliê Ciclo e desenvolve oficinas pelo projeto Batuque na Cozinha. Cofundadora da banda Eletrodomestic, já produziu mais de 16 videoclipes e integra diversos coletivos culturais desde 2012.
As oficinas “Batuque Na Cozinha” acontecem semanalmente na Casa Ateliê Ciclo, ensinando instrumentos tradicionais de roda de samba e promovendo a ressignificação de utensílios domésticos.
A roda de samba acontece paralelamente à reabertura da Fêmea Fábrica ao público com a exposição coletiva “Arqueologias de um casarão”. A mostra investiga, através de diferentes linguagens, as camadas de memória e transformações do espaço. O local conta com ateliês abertos, permitindo a interação com os artistas e a vivência do casarão restaurado. O espaço também dispõe de acessibilidade para cadeirantes, com banheiro e rampas adaptados.
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