Foto - crédito: Mônica Cardim / divulgação
O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) recebe, de 27 de fevereiro a 11 de abril de 2026, o projeto “Cidadela – Arte e Natureza”, da premiada artista visual Maria Ezou. Com entrada gratuita e ancorado pela exposição “Cidadela”, o projeto convida o público para uma experiência imersiva no universo das infâncias, suas sensações e subjetividades. A mostra oferece acessibilidade com recursos de audiodescrição, libras e acessibilidade espacial. Também há uma programação com atividades especiais (veja abaixo).
A instalação interativa materializa uma cidade onírica e biocêntrica onde a natureza e o corpo humano se fundem em um sistema harmônico e fantástico. Ao chegar na exposição, o público se depara com um portal de entrada, que se assemelha à uma trama de raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha. A estrutura, que leva o nome de “estufa”, tem suportes que guardam pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica, mudas de plantas nativas de um dos biomas originais de Campinas, a Mata Atlântica e o Cerrado, e lápis e papel. Ali o público pode realizar suas primeiras interações com a obra, seja pelo plantio de mudas que serão destinadas à restauração ambiental ou realizando um autorretrato que integrará a galeria de novos “habitantes” da Cidadela.
👉 Mais cultura? Acesse nossa programação cultural.
No coração da exposição, 15 “casas-corpos”, esculturas moldadas a partir do tronco da própria artista, com diminutas janelas e portas em seu ventre, que dão acesso a minimundos imaginários. No interior de cada “casa-corpo”, o olhar curioso se depara com uma dramaturgia particular, dialogando com um aspecto diferente da infância, interconectado com o fluxo dos corpos e suas distintas emoções, o cotidiano das casas e as dinâmicas da natureza. Para contar cada história, o cenário e objetos, em miniatura, são animados por autômatos mecânicos e eletrônicos, pela transição de luzes e pela trilha sonora individual de cada casa, além de estímulos auditivos como o som das águas, do vento, do pisar na terra e do crepitar do fogo. Cada “casa-corpo” recebe também uma audiodescrição, que promove a acessibilidade.
Compõem a Cidadela as Casas Gestar; Infância; Memória; Amor, Raiva; Empatia; Espera; Afeto; Alegria; Proteção; Desafio; Preguiça; Liberdade; Medo e Tristeza. A obra de Maria Ezou intersecciona artes têxteis com teatro de animação, eletrônica, audiovisual e saberes de arquitetura vernacular e agroecologia.
Para proporcionar uma experiência plena às crianças, a expografia respeita as dimensões dos pequenos, e os minimundos são localizados na altura do olhar da criança. Para os adultos, o convite é para que experimentem a Cidadela a partir do ponto de vista dos pequenos.
Para a artista, a exposição reafirma o corpo como espaço de autonomia, permitindo que cada espectador escolha sua própria trilha de visitação e descubra as narrativas em seu próprio tempo.
A exposição “Cidadela” circula pelo Brasil, em diferentes formatos, desde 2022, e já passou por Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará, somando mais de 64 mil espectadores.
Além da mostra principal, o projeto conta com uma agenda de atividades especiais. No dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h, ocorre a “Formação para Educadores – Arte e Infância”, ministrada pela artista (necessário inscrição via formulário). No sábado, 28 de fevereiro, às 11h, será realizada a “Ação Semear”, com o plantio de mudas nativas em celebração à chegada do projeto. Visitas guiadas com Maria Ezou também estão programadas para o dia 28 de fevereiro (às 14h) e 5 de março (às 10h).
Também no dia dia 5 de março, às 14h, o evento promove os “Diálogos Transversais – Arte e infância, o direito ao sensível”, com a participação de Maria Ezou, Paula Monterrey e Mônica Cardim. Durante todo o período da exposição, grupos de até 40 pessoas podem realizar visitas mediadas mediante agendamento prévio (veja abaixo).
Maria Ezou é uma renomada artista visual, performer e educadora, reconhecida por seu trabalho voltado às infâncias e ao biocentrismo ancestral. Com formação em Educação Artística pela UNESP e cenografia, sua trajetória inclui colaborações premiadas em direção de arte e performance, como o espetáculo “Mário e os Marias” (vencedor do prêmio APCA) e o projeto “Grandes Pequeninos” (indicado ao Grammy Latino). As suas obras são marcadas pelo uso de autômatos e objetos sensíveis, unindo tecnologia e manualidade para criar experiências decoloniais e sensoriais.
Abertura Formação para Educadores – Arte e Infância com visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Data e horário: 27 de fevereiro, das 14h às 17h
Entrada gratuita com inscrições via formulário
Ação Semear – Evento de plantio e visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Data e horário: 28 de fevereiro, às 11h
Entrada gratuita
Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Data e horário: 28 de fevereiro, às 14h
Entrada gratuita
Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Data e horário: 5 de março, às 10h
Entrada gratuita
“Diálogos Transversais – Arte e infância, o direito ao sensível” – com Maria Ezou, Paula Monterrey e Mônica Cardim
Data e horário: 5 de março, às 14h
Entrada gratuita
Visitas mediadas para grupos de até 40 pessoas
Entrada gratuita. Agendamentos via formulário
Mais informações: www.cidadela.art/cidadela / Instagram: @cidadela_arte_infancia / @maria_ezou
Newsletter:
© 2010-2026 Todos os direitos reservados - por Ideia74