Foto - divulgação arquivo Nem Sangue Nem Areia
O bloco campineiro Nem Sangue Nem Areia promove um evento de apresentação do samba de 2026 nesta sexta-feira, 30 de janeiro, no Bar da Figueira Cambuí (antigo Macaxeira), a partir das 19h.
O enredo “Nem Sangue Nem Areia: 80 anos de alegria é coisa séria!” celebra o aniversário do bloco mais antigo de Campinas. O evento contará com a apresentação da banda Galos de Briga. Já o samba-enredo é assinado por Fabinho Azevedo e Daniel Romanetto. Fabinho Azevedo, aliás, será o intérprete do samba.
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Sobre o enredo e a história do bloco
Em 2026, o tradicional bloco vai contar sua história nas ruas da Vila Industrial. Tudo começou em 1946, quando o Brasil retornou à democracia, com o fim da Era Vargas. Os tempos eram promissores. A vila respirava novos ares com uma geração de moradores irreverentes e divertidos.
Sob a inspiração do filme “Nem Sangue Nem Areia”, protagonizado pelo comediante mexicano Cantinflas (uma paródia da produção hollywoodiana “Sangue e Areia”, de 1941, com o galã Tyrone Power), quatro amigos: Bochão (Osvaldo Butcher), Tulé (Antônio Rua), Mané (Manoel dos Santos) e Zucão (Sinézio Jorge) resolveram criar o bloco de Carnaval campineiro.
Na história do filme, Cantinflas interpreta um sósia de um toureiro famoso que é confundido com o profissional, gerando confusões cômicas na arena. A ideia do bloco era bem original, afinal, o primeiro bairro operário da cidade abrigava três curtumes: o Cantúsio, o Firmino Costa e o Campineiro. E os bois faziam parte da rotina da vila. Com seus adereços, alegorias, dança do toureiro, o bloco ganhou fama depressa. E com o passar dos anos os moradores deixavam as cadeiras nas ruas, principalmente na Rua São Carlos, para guardar lugar para ver o desfile do Nem Sangue Nem Areia pelo bairro.

Foto – crédito: arquivo Campinas.com.br / 2023
E o que era só alegria, também virou coisa séria. O bloco se tornou escola de samba nos anos 1970, e seu último desfile na avenida ocorreu 1975. Em 2009, um grupo de jornalistas (Roberto Cardinalli, Paulo Reda e Eric Iamarino) e amigos, sob a batuta do músico Helder Bittencourt, resolveram reacender a velha chama do Nem Sangue Nem Areia.
Agora tendo a Rua Francisco Teodoro, como ponto de concentração, o bloco percorre em seu trajeto os principais locais da Vila Industrial, como o Teatro Castro Mendes, a Estação Cultura, o Túnel de Pedestre e a Praça do Coreto, sempre no pré-Carnaval, no domingo que antecede a folia oficial, que este ano será em 8 de fevereiro.
Ao longo de seus 15 anos nesta nova fase do bloco, além de atrair todos os anos milhares de foliões da cidade inteira, também presta homenagem aos personagens e pontos ícones da cultura de Campinas, sempre com um samba-enredo original. E em 202 o Nem Sangue Nem Areia vai contar mais uma página da sua rica história.
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