Foto - Crédito: Cintia Rizoli

Foto – Crédito: Cintia Rizoli
🎤 Evento: “Corte, costura e criação em transmutação têxtil” do Ateliê TRANSmoras
O Ateliê TRANSmoras (ATM), coletivo dedicado à produção de arte, moda e cultura para a comunidade trans, está com inscrições abertas até o dia 28 de julho para o curso presencial “Corte, costura e criação em transmutação têxtil”. Recém-reconhecido como ponto de cultura pela Prefeitura Municipal de Campinas, o Ateliê oferece a formação como parte do programa “Direitos, Renda e Vida”, que visa promover inclusão, garantia de direitos e geração de renda para populações em situação de vulnerabilidade. O curso é gratuito e será realizado no Núcleo de Consciência Trans (NCT) dentro da Unicamp, em Campinas.
Ao longo de 15 semanas de aulas, o curso totaliza 139 horas, incluindo atividades complementares, com encontros às quintas e sextas-feiras, das 18h às 22h, a partir de 7 de agosto. A iniciativa oferece ainda alimentação no local e auxílio-transporte no valor de R$ 120 mensais. Ao final da formação, quatro dos 20 participantes selecionados receberão um capital semente de R$ 2,4 mil para impulsionar seus projetos individuais, evidenciando o compromisso do programa com a autonomia financeira.
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O programa “Direitos, Renda e Vida” é viabilizado por meio de Emenda Parlamentar da Deputada Federal Erika Hilton (PSOL-SP) e conta com o apoio da Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) da Unicamp. Segundo a organização, o projeto se justifica como uma ação reparatória e emancipadora, combatendo a exclusão social, econômica e simbólica. “A partir do fazer coletivo, da costura e da expressão criativa, propomos um espaço de aprendizagem, acolhimento e produção de novas narrativas, que enfrentem o preconceito estrutural e promovam o direito à vida digna, à arte, à renda e à existência plena”, explica a equipe.
Além de Campinas, o programa tem em São Paulo o mesmo curso, a formação online “Travessias Formativas: Território, Justiça e Arte”, ateliês abertos em ambas as cidades, um curso de fotografia, visitas guiadas em espaços culturais, desfile, feira e simpósio. Para acompanhar todas as atividades, é possível acessar as redes sociais do TRANSmoras no Instagram e no site oficial.
Fundado em 2013 pela estilista e ativista Vicenta Perrotta como uma ocupação na Moradia Estudantil da Unicamp, o Ateliê TRANSmoras celebra em 2025 a inauguração de um espaço próprio dentro do campus, junto ao NCT. Este novo local é um marco na trajetória do Ateliê, que, ao lado do NCT, liderou o movimento pela conquista das cotas trans na Unicamp. Este feito, somado ao reconhecimento como ponto de cultura pela Prefeitura Municipal de Campinas em junho deste ano, destaca a relevância do Ateliê na promoção dos direitos humanos para minorias marginalizadas.
Vicenta Perrotta, Fundadora e Presidenta do ATM, ressalta a importância do reconhecimento: “Para nós não é apenas um selo – é a visibilidade que fortalece nossas raízes, amplifica nossas vozes e prova que nossa cultura é afeto, memória viva e ferramenta de transformação. Com o coração acelerado seguimos pulsando, ocupando e transmutando.”
Ainda que o novo endereço seja o local principal para cursos e atividades abertas, o espaço original na Moradia Estudantil continuará ativo, transformando-se em um território de acervo. Este acervo, em processo de catalogação por seis alunos bolsistas da Unicamp, sob a mediação da Profa. Dra. Dora Maria Grassi (Instituto de Biologia), tem como objetivo construir a memória da ocupação em seus primórdios.
Antonia Moreira, Diretora Executiva do Ateliê, também revela que um projeto financiado pelo ProAC, com apoio de alunos de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, permitirá reformar o Ateliê para salvaguardar as peças do acervo e construir uma galeria de arte aberta e permanente no vão inferior do espaço.
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