Foto – crédito: Ligia Minami/divulgação
Com foco no fortalecimento do setor a partir do trabalho colaborativo, os responsáveis por 17 espaços e iniciativas autogeridas ligados às artes visuais em Campinas conceberam o Circuito Livre de Arte Independente (CLAI), primeiro evento conjunto, que será realizado entre os dias 17 e 25 de abril. Serão aulas, performances, intervenções urbanas, demonstração de técnicas e exibições de vídeos, tudo transmitido pelas redes sociais; apenas uma atividade exigirá inscrições prévias e toda a programação é gratuita. Transmissão disponível pelo canais Youtube e Instagram.
O CLAI é organizado por Ana Angélica Costa, artista e gestora da Casa de Eva; Maíra Endo, editora-curadora do HIPOCAMPO; e Teresa Mas, arquiteta e gestora do Instituto Pavão Cultural. “A ideia do CLAI, enquanto rede de colaboração, me ronda desde 2015, quando a cena independente das artes visuais de Campinas começou a ser ampliada. Há pouco mais de um ano, antes da pandemia, comecei uma conversa com a Ana Angélica e a Teresa Mas e nasceu o grupo, que vem se desenvolvendo como agente coletivo desde então. Apesar da necessidade e do desafio de adaptar esse nosso primeiro projeto para o formato virtual, estamos animadas”, comenta Maíra.
O projeto original, viabilizado com recursos da Lei Federal 14.017, de 29 de junho de 2020 (Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc), previa a realização do evento “CLAI na Praça”, com atividades presenciais oferecidas gratuitamente em áreas públicas pelos artistas-gestores dos espaços e iniciativas de arte, mas o agravamento da pandemia e o aumento das restrições à circulação de pessoas exigiu a adaptação ao formato virtual.
A situação sanitária alterou outra ação incluída no projeto, o “CLAI Aberto”, um roteiro de visitas aos locais integrantes do Circuito, que será convertido em um mini documentário em vídeo. Um mapa com a localização de todos os espaços já pode ser conferido na plataforma Google Maps e no perfil do CLAI no Instagram @claicampinas. A versão impressa também será lançada e incluirá a indicação de percursos de bicicleta e transporte coletivo até eles. “Será um convite para que a população conheça e visite os espaços de arte do CLAI”, diz Teresa Mas. “Esperamos que, ainda em 2021, possamos abrir nossas portas e estar juntos”, afirma Maíra.
Programação:
17/04
11h00 às 11h40 – Videoaula: “Tudo é Desenho (ou pelo menos pode ser…)”, com o artista visual Marcelo Moscheta, do Ateliê/8. Inspirado em escritos de artistas como Cildo Meireles, Richard Long, De Kooning e outros, a aula aberta vai tratar do desenho e sua realização em diferentes suportes, técnicas e formatos, com proposições de simples realização, acessível e prática.
Transmissão pelo Youtube e Instagram, participação do artista pelo chat e registro disponibilizado depois pelos mesmos canais.
17h00 – Videoarte: “128 dias”, da artista visual Estefania Gavina, do Ateliê CASA. A partir da proposta original da intervenção “Divindades Inumanas”, que seria desenvolvida coletiva e presencialmente, a artista explora em seu jardim e ateliê fragmentos de instantes da vida cotidiana, construindo poeticamente seu olhar para o tempo presente e a finitude da vida.
Transmissão via Youtube e Instagram, com participação da artista pelo chat.
Mural Carriero. Foto – crédito: Milca Goulart/divulgação
18/04
13h00 às 17h00 – Intervenção urbana: pintura mural com o artista visual Fabiano Carriero, do Ateliê Folha, e participação da artista visual Eduarda Ribas. Pintura ao vivo de um mural em espaço público. As pinturas de Carriero trazem arquétipos de nossa brasilidade, levando as cores e dores do povo para a rua.
Transmissão ao vivo pelo Instagram.
20/04
20h00 às 21h00 – Foto-filme: Sessão Festival Hercule Florence I. O Festival tem como matriz e inspiração a invenção isolada da fotografia no Brasil, em Campinas, por Hercule Florence, em 1833. O Festival acontece na cidade no mesmo período deste projeto. Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.
21/04
20h00 às 21h00 – Foto-filme: Sessão Festival Hercule Florence II.
Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.
22/04
20h00 às 21h00 – Foto-filme: Sessão Festival Hercule Florence III.
Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.
23/04
20h00 às 21h00 – Videoarte: Sessão HIPOCAMPO. Fundado em 2016, o HIPOCAMPO dedica-se à construção de um acervo público, multidisciplinar e digital, hoje formado por cerca de 250 peças de autoria de mais de 40 colaboradores.
Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram.
24/04
14h30 às 17h30 – Oficina: Impressão e colagem de painel em lambe-lambe, com os artistas Luciana Bertarelli, Marcio Elias e Simone Peixoto, do Xilomóvel Ateliê Itinerante. Oficina ao vivo com demonstração da impressão de xilogravuras e criação de um painel de 3×3 metros em lambe-lambe, com colagem de impressões em monotipia e xilogravura.
Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram, com registro posterior disponibilizado nos mesmos canais.
18h00 às 18h20 – Performance: “Consumindo Kairós”, com o artista visual MIRS Monstrengo, do Estúdio Casa Ímpar. MIRS propõe uma performance ao vivo, trazendo elementos simbólicos coletivos e de sua poética que tratam de diferentes concepções da ideia de tempo nos dias atuais.
Transmissão ao vivo no Youtube e Instagram, e registro disponibilizado depois nos mesmos canais.
25/04
11h00 – Videoaula: “Câmeras Obscuras”, com Ana Angélica Costa, artista visual e gestora da Casa de Eva. A partir da proposta original da intervenção “Uma árvore com frutos estranhos”, em que uma série de pequenas câmeras obscuras pendem dos galhos de uma árvore, será explicado o processo de formação da imagem pelo princípio da câmera obscura.
Transmitida ao vivo no Youtube e Instagram, e depois disponibilizada nos mesmos canais.
17h00 às 17h40 – Performance coletiva: “TEMPO CORPO versus TEMPO VIRTUAL”, com a artista experimental Cecília Stelini, do AT|AL 609 – lugar de investigações artísticas. Uma ação que questiona a presença física e a presença virtual de um corpo, evidenciando situações que nos são impostas. Quando o corpo físico é realmente necessário? Realizada pela plataforma Zoom em tempo real, com participação do público.
Inscrições: no perfil @claicampinas no Instagram, sem limite de participantes.
Transmissão ao vivo pelo Youtube e Instagram.
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