Turismo

Basílica Nossa Senhora do Carmo: marco de fundação de Campinas

23 de junho de 2010

Dos monumentos da cidade, pode-se dizer que a Basílica do Carmo é o mais campineiro. O prédio foi construído em estilo eclético ou, mais precisamente, neogótico. Na última década do século 19, passou por uma significativa restauração.

Na pia batismal localizada ao centro do batistério, à esquerda de quem entra pela porta principal, receberam a água lustral importantes nomes conhecidos na história da cidade: Carlos Gomes, Júlio de Mesquita, Francisco Glicério, Campos Salles, Dr. Quirino, D. Nery e D. Barreto, entre outros.

Além do valor arquitetônico do edifício, com suas duas torres altaneiras, a igreja guarda os despojos de Barreto Leme, fundador de Campinas, ali sepultado em 13 de abril de 1782, sob a segunda coluna, à direita para quem entra pela porta principal da Basílica.

Também à direita de quem entra, está a Porta Santa, mandada construir por Monsenhor Geraldo Azevêdo para comemorar os dois mil anos do nascimento de Jesus Cristo, durante as comemorações do Jubileu. A porta ostenta o escudo papal em bronze.

Com freqüência pode-se assistir a concertos na Basílica, que possui um órgão complexo e valioso, instalado no local em 1953. É um instrumento da marca Giovani Tamburini, de dois teclados, 1.335 tubos e pedaleira, restaurado recentemente pelo mesmo organeiro que cuida de sua manutenção atualmente.

O exemplar figura entre os instrumentos de maior recurso harmônico e melódico do interior do Estado. É dotado de 24 timbres diferentes, os quais podem ser usados em combinações diversas.

A Basílica e a praça Bento Quirino constituem o berço natal de Campinas, marco de fundação da cidade. Porém, há muitos outros motivos para a cidade se orgulhar da Basílica. Seus mármores foram trabalhados pelo artista plástico Lélio Coluccini, um dos nomes mais importantes da história artística da cidade. São mármores de um colorido exuberante e sóbrio. Encontram-se em detalhes decorativos por toda a igreja, porém, o altar-mor abriga a mais bela composição de cores e ornamentos.

A imagem de Nossa Senhora do Carmo, esculpida em madeira, em bloco único, no final do século XIX, está centralizada no altar-mor. Produzida em Barcelona, Espanha, em 1871, foi entronizada pelo Mons. Ribas D’Avila, em 1.904. Num dos altares laterais, encontra-se a imagem de Nossa Senhora dos Remédios, ali colocada pelo pároco da época, em cumprimento a uma promessa feita para livrar Campinas da epidemia de febre amarela, a qual devastava a cidade no início do século passado.

A Basílica do Carmo representa uma riqueza em sua austeridade, simpatia e história. Os belíssimos vitrais são da Casa Conrado, representação paulistana de uma conhecida empresa alemã. Foram feitos em técnica de Grisaille, uma pintura monocromática que dá a ilusão de relevo. Os dois relógios, com mostruário de louça, que se encontram nas torres, pertenceram à antiga cadeia pública de Campinas.

Como pode ser vista hoje, em seu estilo neogótico, a Basílica foi inaugurada em 16 de julho de 1940, após ter sido reconstruída sob os fundamentos da matriz antiga de taipa de pilão. O projeto da igreja previa uma construção mais alta, em legítimo estilo gótico, mas a crise do café, durante a construção, minguaram os recursos, abaixando a altura do templo.

A Basílica mede 18,50 metros de frente e 52,20 metros de fundo. A nave central mede 9 metros e cada uma das naves laterais 4,5 metros. Para a maioria dos campineiros, a Basílica do Carmo constitui não apenas um marco histórico e religioso, mas um santuário por excelência.

Serviço:

Endereço: Praça Bento Quirino, s/n, centro
Telefone: (19) 3231-2327
www.basilicadocarmocampinas.org.br

Fonte: site oficial da Basílica

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