De cemitério a praça, o Largo São Benedito é testemunho das inúmeras transformações históricas, sociais e culturais pelas quais Campinas passou ao longo do tempo, especialmente da história dos negros e escravos da cidade.
Localizado próximo ao centro tradicional, o Largo foi cemitério dos cativos, passando a receber escravos das fazendas, primeiramente de açúcar e depois de café, até 1848. A partir daí passou a se chamar “Campo da Alegria” e a abrigar a “forca”, então transferida do Largo Santa Cruz. Só em 1913, o Largo São Benedito transformou-se em logradouro público, sendo ajardinado e arborizado.
Hoje, parte dessa história é representada pelo monumento à Mãe Preta instalado no largo em 1984. O monumento é uma réplica da estátua do Largo Paissandu, em São Paulo, do mesmo autor, o artista plástico Júlio Guerra, que fez a obra esculpida em bronze, para homenagear as minorias e as mães, representadas pela mulher negra que amamentava os filhos dos senhores brancos. O Largo é palco da história da comunidade negra em Campinas, que na época recebeu um terreno próximo ao cemitério para construir a então igreja dos negros. A Igreja São Benedito foi erguida em 1885 pela Irmandade de São Benedito, sob o comando de Mestre Tito, conhecido como Negro Camargo, um escravo alforriado.
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