A banda Huaska, composta por Alessandro Manso (guitarra e violão), Carlos “Blique” Milhomen (guitarra), Rafael Moromizato (voz), Caio Veloso (bateria) e Julio Mucci (baixo), apresenta em Campinas o show de lançamento do CD “Samba de Preto”, no sábado (19), no auditório da Livraria Cultura, no shopping Iguatemi Campinas. A entrada é gratuita
A banda faz uma brincadeira entre MPB, de Cartola a Chico Buarque, com tudo o que esse leque abrange, e ‘MPB’ além-mar, a Música Popular Britânica, que vai do Rock ao Brit Pop. Unindo as duas é que surge a MPB do Huaska, ou seja, a Música Pesada Brasileira, como intitulam. “Nunca soubemos responder direito quando alguém perguntava o gênero da banda. Quando lançamos o “Bossa Nenhuma” (segundo CD), em 2009, um jornalista de Minas Gerais deu o nome de ‘bossa metal’ numa matéria e acabamos falando isso quando alguém pergunta. Mas é uma banda de rock, não acho necessário rotular disso ou daquilo”, explica o vocalista Rafael Moronizato.
A história da ‘colisão dos mundos’ – samba e MPB com rock pesado – aconteceu desde os primórdios da banda. O que era um violão de cordas de nylon, letras em português embaladas num som vigoroso no primeiro EP, “Mimosa Hostilis”, em 2003, caminhou para quatro músicas no disco de estreia, “E Chá de Erva Doce”, de 2006.
No palco, os músicos se revezavam nos instrumentos de percussão e sempre tinha um violão a acompanhá-los, até que no lançamento seguinte, “Bossa Nenhuma”, a mistura dominou toda a receita. “E neste CD, o “Samba de Preto”, chegamos ao som que sempre quisemos fazer, com Bossa Nova, MPB, samba de raiz misturado ao peso”, diz Rafael. Violão e cuíca abrem o disco em “Ainda Não Acabou”, música que dá toda a forma do trabalho. Em “Foi-se” há o complemento na Bossa Nova que vira metal.
Aí entra em cena uma diva da verdadeira música brasileira, Elza Soares, que incorporou o espírito Huaska, gravou a música que batiza o disco e opinou até nos arranjos de guitarra. “Branco e Verde” é uma canção meio partido alto, meio samba de raiz e inteiramente roqueira. Já em “Gávea” e “Avoar” o trabalho ganha um clima de bateria de escola de samba, e o grupo despeja toneladas de decibéis. “Gávea”, aliás, segura o clima pré Copa do Mundo no Brasil como narrativa de pelada.
“A percussão não tira nada do rock, apenas deixava a brasilidade evidente sem perder a energia de guitarra, bateria e baixo”, comenta Rafael. “O Mar” e “Let´s Bossa” têm o clima que dá nome à segunda, banquinho e violão, sendo que a primeira abre com arranjo de cordas primoroso e depois vira baladona. Nesta, entra bem a mão do produtor do trabalho, Eumir Deodato.
“Eumir conheceu o Huaska no nosso CD anterior (“Bossa Nenhuma”). Quando soube da ideia de misturar música brasileira com rock deste jeito, ele se interessou pelo projeto e começamos a trabalhar juntos. Nosso trabalho rendeu bem. Conversamos bastante e cada vez que a gente trabalhava na música, ia chegando mais perto do resultado esperado. No final da gravação, todos ficaram bem satisfeitos”, diz Rafael.
O disco tem ainda a super percussiva “Otelo”, e fecha com cover do clássico “Chega de Saudade”.
“Eu vejo pessoas que não ouvem muito música brasileira ouvindo nosso som e vejo gente que não é muito fã de rock ouvir também”, completa o músico.
Serviço:
Show: Huaska – lançamento do CD “Samba de preto”
Local: Auditório da Livraria Cultura, Shopping Iguatemi Campinas. Avenida Iguatemi, 777, Vila Brandina. (19) 3751-4033
Data: 19 de maio
Horário: 19h30
Entrada: gratuita
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