Por Suely da Silva Lima
Mais um indicado ao Oscar ocupa as salas de cinema de Campinas. “127 Horas”, que concorre à estatueta em seis categorias, incluindo melhor filme e ator, tem bases na história real do engenheiro e alpinista Aron Ralston, que luta pela sobrevivência em um cânion isolado de Utah, nos Estados Unidos.
A jornada foi registrada em vídeo pelo próprio Ralston, virou livro e agora chega às telonas com direção de Danny Boyle (“Quem Quer Ser Um Milionário”) e brilhante atuação de James Franco (“Homem-Aranha” e “Comer, Rezar, Amar”). Descrito como sufocante e claustrofóbico, a produção e o protagonista são fortes candidatos ao Oscar.
Durante uma escalada Ralston (Franco) sofre um acidente e durante cinco dias fica com o braço preso embaixo de uma pedra. Sozinho e sem contato com o mundo, o montanhista começa a lembrar dos amigos, amores e família. Nos dias subsequentes, Ralston luta contra os elementos da natureza e seus próprios demônios, até finalmente descobrir que possui a força necessária para sair da situação: amputa o próprio braço com um canivete, desce por uma encosta de vinte metros de altura e caminha por mais de 12 quilômetros, tudo isso sangrando, obviamente, até ser resgatado.
O fato ocorrido em 2003 foi transposto para o cinema com doses de realidade e a citada cena de amputação já causou polêmica mundo afora. Na Austrália, médicos orientaram as pessoas mais sensíveis que não fossem ao cinema, depois que alguns espectadores deram entrada em um hospital em Sidney com vômitos, desmaios e até um ataque epilético. No Canadá e EUA, seis pessoas desmaiaram durante o filme.
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