A versão definitiva do clássico de Francis Ford Coppola “Apocalipse Now: Final Cut” fez sucesso nos drive-ins e agora está em cartaz nos cinemas, inclusive em Campinas. Veja a programação na cidade.
Assistir a versão considerada a melhor pelo diretor na telona pode ser uma nova experiência. A restauração do longa começou em abril de 2018 e terminou em março de 2019, com mais de 300 mil frames restaurados e todo o áudio masterizado, passando de 48khz para 96khz. Além disso, o filme passou a ser “Dolby Vision”, uma tecnologia que faz com que as cores ganhem mais destaque e podem ser até 40 vezes mais brilhantes, e os pretos, 10 vezes mais escuros.
Mixado em Dolby Atmos, produz agora um áudio que flui pelo público com um realismo de tirar o fôlego. Esse foi o primeiro filme mixado em VLFC (Very Low Frequency Control), um sistema de alto-falantes inovador que é projetado para emitir frequências de áudio abaixo dos limites da audição humana, proporcionando ao público uma experiência verdadeiramente visceral.
Sobre o filme
Partindo de uma livre adaptação do romance “O Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, as filmagens começaram em 20 de março de 1976 e se estenderam até 21 de maio de 1977, nas Filipinas, com um cronograma inicial de algumas semanas que acabaram se prolongando por 238 dias, entrando para a história como uma das produções mais tumultuadas de todos os tempos.
Os incidentes incluem um infarto sofrido pelo ator Martin Sheen, que foi afastado por semanas, e até a passagem do tufão Olga, que destruiu cenários e equipamentos, gerando mais atrasos e despesas, levando a produção orçada em 13 milhões de dólares a custar mais que o dobro. Após a conclusão da produção, vieram outros contratempos que fizeram com que seu lançamento fosse adiado por diversas vezes, enquanto Coppola reeditava o material infinitas vezes, levando o filme a esperar por três anos até chegar nos cinemas.
Mas, os problemas já começaram na escolha do elenco, após Steve McQueen e Al Pacino recusarem o convite e Coppola não se convencer de que Harvey Keitel seria o ator ideal interpretar o capitão Benjamin Willard, papel que acabou ficando com Martin Sheen, que já havia impressionado o diretor com o teste que fez para o personagem Michael Corleone, de “O Poderoso Chefão”. Marlon Brando também deu trabalho, chegando ao set sem ter se preparado, acima do peso e com a cabeça raspada por iniciativa própria. Entre atores já conhecidos e outros que viriam a se tornar astros, o elenco reúne ainda Robert Duvall, Frederic Forrest, Dennis Hopper, Harrison Ford, Scott Glenn e Laurence Fishburne, que, na época, tinha apenas 14 anos e mentiu que tinha 16, para não perder o papel.
A trilha sonora original do filme foi composta pelo diretor e seu pai, Carmine Coppola. O disco da trilha inclui apenas três canções presentes em cenas marcantes: “The End”, do The Doors, “Susie Q”, interpretada pelo Flash Cadillac, e “Cavalgada das Valquírias”, de Richard Wagner. “Satisfaction”, dos Rolling Stones, também está numa cena antológica do filme, mas não entrou no disco.
A história se passa durante a Guerra do Vietnã, quando um jovem capitão americano recebe como missão procurar e assassinar um coronel também americano, um desertor que se escondeu na selva e passou a comandar guerrilheiros no Camboja, onde é adorado como um semideus.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1979, essa obra-prima do cinema mundial teve sua versão original indicada ao Oscar em 8 categorias e venceu 2 delas: Melhor Fotografia (Vittorio Storaro) e Melhor Som. Ganhou ainda três Globos de Ouro, entre eles o de Melhor Diretor.
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