Há 41 anos, em 13 de agosto de 1985, o The Cure lançava The Head on the Door. Um disco que conseguiu misturar melancolia, pop, guitarras, teclados e uma boa dose de estranheza — sem perder a identidade da banda. In Between Days, Close to Me, Push, A Night Like This… são daquelas músicas que bastam os primeiros acordes para nos levar de volta a outra época.
O álbum também representou uma virada na carreira do The Cure. Mais acessível que os trabalhos anteriores, abriu a banda para um público maior e preparou o caminho para os grandes discos que viriam depois. Mas, para mim, vai além da importância musical. The Head on the Door é memória afetiva em forma de vinil. É colocar o disco para tocar e, de repente, lembrar de lugares, pessoas e momentos que estavam guardados em algum canto da memória.

Alguns discos envelhecem. Outros continuam nos levando para algum lugar.
Este, definitivamente, é um deles.
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