Estou querendo elaborar uma experiência, e por conta disso vou fazer um relato. Eu poderia absorver calado, mas penso que pode ser contribuitivo se compartilhado.
Eu ontem vivi uma situação bem desagradável. Por meio dela desenterrei uma expressão que há algumas décadas eu não usava e nem ouvia falar: “Soltar os cachorros”. Esta é uma expressão que significa, basicamente, explodir de raiva sobre alguém, gritando, acusando e criticando severamente. É um ato de descontrole emocional onde a pessoa expõe sua hostilidade agressivamente.
Não fui eu que soltei os cachorros. Soltaram em cima de mim. Cometi uma falha – em síntese – sobre o qual não vou entrar em considerações e nem tentar minimizar. Cometi uma falha e soltaram os cachorros em cima de mim.
Confesso que as mordidas doeram. Mordidas ferozes, famintas, raivosas, mordidas que vieram de dentro de alguém que aparentemente não se importou de estar ferindo, machucando, agredindo… – todos os sinônimos possíveis disso.
Isso aconteceu numa época em que eu e um colega de trabalha temos conversado rotineiramente sobre os inúmeros casos que o noticiário traz a respeito de cães Rottweiler e Pitbull atacando pessoas nas mais diversas situações, domésticas e públicas – trucidando, mutilando e matando. Sei que seus donos não veem mal neles, e alguns até os acham dóceis, mas os fatos vêm acontecendo.
Falo desses cães só pra fazer um comparativo de como me senti ante o ataque raivoso de um ser humano: na iminência de ser trucidado sem defesa por causa de uma falha que cometi.
Bem… – obviamente minha falha incomodou a pessoa. Por mais que eu não a achasse tão importante, ela sentiu e incomodou-se profundamente. Minha falha doeu nela como, talvez, se eu grudasse minhas unhas na orelha de um Rottweiler ou Pitbull e puxasse com força. Ou talvez tenha sido como eu cravar minhas unhas na alma dela e retorcer. Daí, ter acontecido esse ataque raivoso em troca, tipo uma reação natural que não deveria me surpreender, sendo a contrapartida correspondente a qualquer incômodo à suscetibilidade dela, independente de proporcionalidade.
Sendo assim, volto ao “soltar os cachorros”: só solta cachorros raivosos quem os tem dentro de si.
No âmbito da saúde pública, a raiva canina é uma zoonose viral aguda que ataca o sistema nervoso central de cães e humanos. Seus dominados mostram agressividade extrema, com tendência a morder a si mesmo e aos outros. A boca espumando de raiva é sua imagem clássica, e acontece devido à dificuldade de engolir ou processar uma situação.
Na psicanálise, a raiva é percebida como expressão de conflitos internos, frustrações ou traumas, funcionando como mecanismo de defesa para evitar o enfrentamento de feridas internas ou culpas, projetando-as em outras pessoas ou objetos. Pode surgir como protesto contra a realidade que não atende às expectativas do sujeito, representando a sua dificuldade de suportar o “real”. Ligada à energia destrutiva interna – a pulsão de morte, pode gerar comportamentos autodestrutivos se não for bem trabalhada internamente. Ou, se externalizada, pode ser brutal e cruel – como senti – mas que estou elaborando.
Na espiritualidade, a raiva é tida como uma força negativa, uma energia primitiva e densa de baixa vibração, frequentemente ligada ao instinto de sobrevivência e ao ego ferido. Seu acúmulo bloqueia o fluxo energético responsável pelas emoções, o que é sujeito causar doenças físicas ou obsessões.
Pelo poder destrutivo que uma fala raivosa tem, é melhor a pessoa – que às vezes é sujeito ser nós mesmos, ter cuidado com sua fala e manter seus cachorros presos, e amansá-los, pra não ter que sair por aí com focinheiras, tal como deveria ser obrigatório para Rotweiller e Pitbull quando vêm para a vida social. Não falar coisas que não deveriam nunca ser faladas. Conforme meu guia, há palavras que queimam como brasa, sujeitas a atropelar uma criatura humana ou destruir um casamento ou amizade. E também sujeitas a causar um incêndio incontrolável – que pedem extremo cuidado com relação às mínimas faíscas que as circunstâncias do mundo e da vida oferecem.
A raiva, psiquicamente, é um lixo emocional que se conecta à lei de destruição, mas que pode ser reciclada e transmutada em algo melhor que favoreça a evolução espiritual e a paz no mundo.
COMO LIDAR COM TUDO ISSO?
Psicanálise, terapia, autoconhecimento – algo assim. Para falar particularmente com o autor, use: 19 99760 0201 [zap] ou [email protected]
Pra saber mais sobre Vagner Couto, psicanalista, clique no link
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