Atualizado às 17h56
A região de Campinas retorna à fase vermelha do Plano São Paulo de reabertura das atividades, em que apenas os serviços essenciais estão autorizados a funcionar. O anúncio foi feito pelo prefeito Jonas Donizette em transmissão ao vivo nas redes sociais na manhã de sexta-feira, 3 de julho. A decisão é do governo do estado, que apresentou as novas classificações das cidades no início da tarde e fez atualização no plano de flexibilização.
De acordo com o prefeito, a medida foi tomada em virtude da ocupação de leitos na região, que envolve ainda a região de Jundiaí e Bragança Paulista (42 municípios no total), que está em 80,6%.
Campinas estava na fase laranja, mas com recomendação técnica de manter as restrições da fase vermelha, por isso o comércio de rua e shoppings voltaram a fechar há duas semanas. Estes estabelecimentos estavam funcionando apenas com delivery e drive thru, serviços que estão mantidos nestes locais no retorno à fase vermelha.
Segundo o prefeito, as igrejas poderão continuar funcionando com 20% da capacidade, com restrições às pessoas com mais de 60 anos, mas com a recomendação para realização de cultos e celebrações virtuais.
Não haverá alteração no transporte público. As fiscalizações continuam e os estabelecimentos poderão receber uma multa de R$ 1.446,44 na primeira etapa. Caso haja recorrência, a multa dobra de valor e em uma terceira etapa, é caçado o alvará do estabelecimento até o final da quarentena.
O decreto municipal suspendendo o anterior da fase laranja foi publicado neste sábado, 4 de julho. A medida deve durar pelo menos até a próxima sexta-feira, dia 10 de julho, quando o governo do estado fará uma nova classificação das cidades no cenário da pandemia do novo coronavírus.
Na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, podem funcionar:
-Transporte público em geral, incluindo táxis e serviços por aplicativos;
-Serviços de segurança;
-Alimentação (supermercados, atacadistas e outros estabelecimentos em geral. Restaurantes, bares, padarias e afins poderão continuar atendendo pelo serviço de delivery e drive thru);
-Escritórios em geral somente com funcionamento interno, sem atendimento no local ao público;
-Comércio de rua e shoppings somente com delivery e drive thru;
-Lojas de material de construção;
-Obras essenciais e manutenção predial;
-Assistência técnica de eletroeletrônicos;
-Postos de combustíveis, mecânicas, borracharias e afins;
-Transportadoras e entregas em geral;
-Abastecimento e logística de agropecuária e a agroindústria;
-Concessionárias;
-Indústrias, com 30% da capacidade nos restaurantes;
-Hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem;
-Lavanderia e serviços de limpeza;
-Assistência à saúde, com serviços médicos e hospitalares (hospitais privados continuam proibidos de realizar cirurgias eletivas);
-Veterinárias e pets;
-Farmácias;
-Óticas;
-Serviços bancários e lotéricas;
-Igrejas (com 20% da capacidade, com restrição à maiores de 60 anos e recomendação para cultos virtuais);
-Serviços da Administração Pública.
Foto: Luiz Granzotto/arquivo Prefeitura de Campinas (divulgação)
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