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Campinas permanece na fase vermelha do Plano São Paulo de retomada das atividades

17 de julho de 2020

Atualizado às 16h49

Campinas e região continuam na fase vermelha do Plano São Paulo de reabertura econômica no estado. O anúncio foi feito pelo prefeito Jonas Donizette em transmissão ao vivo na manhã desta sexta-feira, 17 de julho.

O governo do estado confirmou no início da tarde que nenhuma região de São Paulo progrediu de fase, e a região de Piracicaba regrediu para a fase vermelha na reclassificação apresentada pelo governador João Doria. As reclassificações das regiões do estado ocorrem todas as sextas-feiras.

A fase vermelha é a mais restritiva, em que apenas os serviços essenciais podem funcionar.

O prefeito reforçou que os números estão caindo, mas não na velocidade que se gostaria, especialmente de leitos de UTI. O secretário explicou que os pacientes de UTI permanecem muito tempo internados. Nesta semana, a taxa de ocupação começou a registrar quedas e na quinta-feira, 16 de julho, estava com 85,85% de ocupação. A taxa de ocupação de leitos de retaguarda também está menor. “Neste momento temos uma estabilidade, com viés de queda”, comentou o secretário de Saúde, Carmino de Souza.

Campinas registrou queda no número de internações, 10 a menos entre a quinta-feira (16) e esta sexta (17). “Isso mostra a tendência de queda e é muito importante porque nos dá a vacância dos leitos necessárias para que possamos fazer a retomada gradual da economia”, afirmou o prefeito. Os números da pandemia foram atualizados durante a live.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, Alexandra Caprioli, informou que tem se reunido com representantes de vários segmentos econômicos da cidade, como comércio, bares, restaurantes, e que havia a expectativa de reabertura, mas que apesar de todos os esforços da saúde, não será possível neste momento, mas que estão sendo afinados todos os protocolos para o retorno das atividades. Ela também terá nos próximos dias uma comunicação direta com a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen.

No dia do aniversário da cidade, na terça-feira, dia 14 de julho, representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Campinas e Região (Abrasel RMC) se reuniram com o prefeito e equipe, e apresentaram os números do segmento, que teve a ampliação de demissões de 15 mil para 22 mil no período de um mês, e os estabelecimentos com operações encerradas também saltou de 2,4 mil para 4,5 mil. Na quinta-feira (16), o presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason, e o advogado da entidade, Gustavo Maggioni, também se reuniram com o Secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, no Palácio dos Bandeirantes, e entregaram um documento com pedido de revisão de critérios para a reabertura do segmento, que está previso apenas na fase amarela. O documento demostra que a reabertura proposta pelo Plano São Paulo, com limite de horário até as 17h, irá colapsar o setor, colocar milhões de trabalhadores na rua e acabar com o sonho de centenas de milhares de micro e pequenos empreendedores.

Segundo Alexandra Caprioli, a ampliação do horário de funcionamento para bares e restaurantes é uma das pautas a ser debatida com a secretária estadual. De acordo com o decreto do Estado, quando reabrirem as portas na fase amarela, os bares e restaurantes poderão funcionar por seis horas e no máximo até as 17h. Uma das solicitações da Abrasel RMC é de que o período de operação seja estendido das 8h às 23h, atendendo também os estabelecimentos que servem café da manhã e alimentação no período da manhã.

A secretária disse ainda que conversou com o setor de escolas de idiomas, informática e artes, que sofreram nesta semana uma alteração dentro do Plano São Paulo. Essas atividades passam agora a ficar submetidas às restrições da categoria “serviço”, previstas no Plano São Paulo, por falta de regulação própria. Com isso, terão a chance de reabrir já na fase amarela, antes da previsão para as escolas estaduais e municipais. “Era uma demanda que já havíamos apresentado para o Governo do Estado e nesta semana foi anunciada a alteração dentro do Plano São Paulo. Agora, até que a cidade atinja a fase amarela, vamos manter contato com estas escolas para cuidarmos de todos os protocolos visando à reabertura, pois elas terão que atender os mesmos protocolos sanitários previstos para a educação”, esclareceu.

O prefeito finalizou dizendo que há a esperança nos últimos dias de julho, especialmente com a queda de internações, para início da reabertura em breve. “Que tenhamos responsabilidade para a retomada das atividades”, disse.

Foto: arquivo/prefeitura de Campinas

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