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Campinas não terá mais rodízio de veículos a partir de segunda-feira, 18 de maio

13 de maio de 2020

Atualizado em 15 de maio

A decisão de adotar o rodízio de veículos como medida para aumentar o isolamento social contra a disseminação da Covid-19, a partir de segunda-feira, dia 18 de maio, foi adiada pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette, que, em vez de publicar um decreto estabelecendo a medida, decidiu enviar para apreciação da Câmara Municipal um projeto de lei para ser analisado pelos vereadores. Portanto, não há previsão ainda de prazo e se a medida será adotada, já que vai depender da tramitação do projeto no legislativo.

O anúncio do rodízio havia sido feito pelo prefeito e equipe em transmissão ao vivo nas redes sociais na quarta-feira, 13 de maio. O novo decreto estava previsto para ser publicado no Diário Oficial do município nesta sexta-feira, dia 15 de maio.

A proposta do agora projeto de lei é tirar 20% dos veículos de circulação das ruas da cidade, incluindo motos, e diminuir o tráfego para também evitar acidentes de trânsito que possam levar vítimas a ocuparem leitos em hospitais. Campinas tem uma população de cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas e frota estimada em cerca de 1 milhão de veículos (contando licenciados em Campinas e que circulam vindos de outras cidades da região metropolitana).

O horário do rodízio também sofreu alteração no proejto. Inicialmente anunciado no horário das 6h às 20h, foi redefinido para das 7h às 19h, ininterruptamente, de segunda a sexta-feira. O presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, explicou que vai ocorrer da seguinte forma: segunda-feira, não podem circular veículos com placas finais 1 e 2; terça-feira, placas 3 e 4; quarta-feira, 5 e 6; quinta-feira, 7 e 8; e sexta-feira, placas 9 e 0.

A fiscalização será intensa em toda cidade, por meio de monitoramento de radares eletrônicos, semáforos e agentes de monitoramento. Os motoristas que desrespeitarem a medida recebem 4 pontos na carteira e multa de R$ 130,16.

As autoridades informaram ainda que haverá uma demanda maior de transporte coletivo.

Caminhões, ônibus, táxis e motoristas de aplicativos que estão cadastrados na Emdec estão isentos do rodízio, assim como viaturas, ambulâncias, veículos de serviços essenciais, como empresas de telefonia, energia, etc. Profissionais das áreas de saúde, segurança, alimentação e imprensa também estão isentos do rodízio, e deverão preencher um cadastro que estará disponível no aplicativo da Emdec (disponível pelos sistemas Androi e IOS).

Situações de exceção (como de pacientes em tratamentos médicos, por exemplo), também poderão ser cadastrar no aplicativo solicitando a isenção e os casos serão analisados.

No anúncio do rodízio, o prefeito argumentou sobre a importância da medida. “É necessário [adotar o rodízio] porque precisamos lançar mão de todas as ferramentas que temos para salvaguardar vidas. Vai ter aumento de casos [da doença]. Não é talvez, terá, posso garantir pra vocês. A ordem deste aumento depende de como vamos lidar com a situação”, argumentou o prefeito.

De acordo com Jonas, a colaboração das pessoas será fundamental. “Precisamos manter uma taxa de 55% de isolamento para ter o chamado achatamento da curva. Aquilo que o presidente fala que 70% da população pode se contaminar é verdade, mas uma coisa é contaminar todo mundo ao mesmo tempo, a outra coisa é diluir no tempo. Se for vertiginoso, por mais que entregue leitos, perdemos essa batalha contra essa doença”, disse.

Perguntado se não seria um contrassenso em relação à medida adotada de abrir o comércio para atendimento por meio dos sistemas delivery e drive thru, além de escritórios do setor de serviços, o prefeito disse que não, que houve um equilíbrio, uma adequação às leis já vigentes, e que “as pessoas precisam viver, precisam comer, a gente precisa dar oportunidade levando em conta o resguardo da saúde, e eu dei essa oportunidade daquilo que é uma realidade nos dias de hoje, o chamado comércio virtual. No caso das agências [de turismo], já estava por lei aberta por locação de veículos. E nós fizemos esse regramento”, afirmou.

Foto: divulgação/site da prefeitura de Campinas

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