O tradicional Bloco do Bob, que reúne foliões e seus pets, volta a desfilar pelas ruas do Cambuí, em Campinas, no domingo de pré-Carnaval, dia 8 de fevereiro de 2026. A concentração ocorre no Largo Santa Cruz, a partir das 16h. Depois, às 17h, o desfile segue pela Av. Júlio de Mesquita até o Centro de Convivência Cultural.
Este ano, o bloquinho vai pedir justiça para o cão Orelha, que foi assassinado em Florianópolis (SC). Bob, assim como Orelha, também era um cão comunitário. No perfil do Instagram @blocodobob.oficial, a organização destaca o movimento e incentiva os participantes a levarem cartazes.
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“O bloco que nasceu para despertar a consciência nas pessoas a partir de tudo que aconteceu com o cãozinho Bob, não poderia deixar de protestar também contra essa barbárie que fizeram com o Orelha e com cães do Brasil todo. O tema este ano não era pra ser esse, ia ser outro, mas com esse caso bárbaro que aconteceu… O Bob também era um cão comunitário, um dos primeiros, e teve mais sorte, foi protegido pelos taxistas, pela comunidade local, sobreviveu, foi respeitado, adotado e viveu por mais alguns anos. Então, vamos prestar solidariedade ao cãozinho Orelha, e a música deste ano também fala sobre isso”, explica o idealizador do bloco, César Rocha. Ela já está disponível no perfil do bloco.
Segundo ele, também haverá marchinhas, em clima de Carnaval familiar. “Os donos levam seus cães com muita responsabilidade, com preocupação com hidratação, na praça tem sombra e também no trecho da avenida até o Centro de Convivência. A gente espera até um público maior do que o ano passado por conta dessa manifestação. E tomara que São Francisco, o protetor dos animais, converse com São Pedro para segurar um pouco as chuvas neste horário”, brinca o organizador.
História do bloco
O bloco nasceu há mais de 17 anos em homenagem ao cãozinho Bob, que vivia no ponto de táxi do Largo Santa Cruz, no Cambuí, lá pelos anos 2000, e era cuidado pelos taxistas e moradores locais. Outros moradores da redondeza insatisfeitos denunciaram a situação ao Centro de Zoonoses de Campinas, e o órgão enviou uma notificação de 15 dias para retirarem o Bob dali, sua casa por mais de 9 anos até então.
Muita gente se mobilizou a favor do cãozinho, representantes de ONGs, entidades de proteção animal e moradores locais, e o caso teve repercussão nacional. Bob acabou ganhando o título de cão comunitário e pôde permanecer no local depois de serem cumpridas todas as determinações da Vigilância de Saúde do município.
Quando Bob retornou à praça do Largo Santa Cruz, foi realizada uma recepção com música e animação, e daí surgiu a ideia de comemorar o retorno do Bob todo ano. Na sequência, ele foi adotado por um casal que morava na praça e que se mudou para o Rio de Janeiro. Lá, o cãozinho foi diagnosticado com um câncer no tórax. Já com a idade avançada, morreu em 2013, se tornando um símbolo de luta pelos direitos dos animais.
Desde 2009, o Bloco do Bob desfila pelas ruas do Cambuí trazendo o tema da conscientização sobre os direitos dos animais, com mais de 50 marchinhas e sambas sobre o assunto, com uma proposta diferente de Carnaval, onde os donos podem curtir ao lado dos seus amigos de quatro patas.
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