Foto - crédito: reprodução www.proximopasseio.com.br
Inspirado nos tradicionais bailes de máscara, do período renascentista à atualidade, o “Menu degustação bailes de Carnaval” oferece uma experiência gastronômica e literária em Campinas. O evento ocorre às sextas-feiras, dias 16, 23 e 30 de janeiro, e 6 de fevereiro de 2026, a partir das 19h, no restaurante do projeto “Paulistânia Desvairada”, o Tio Dinho Cozinha Caipira na Cidade, em Sousas. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas no site.
A proposta organiza-se em sete tempos que conduzem os participantes por uma jornada entre a expectativa, o excesso e o retorno à realidade. Cada etapa do cardápio dialoga com obras literárias de autores como Clarice Lispector, Mário de Andrade, Shakespeare, Edgar Allan Poe e Manuel Bandeira, evocando atmosferas de delírio, desejo e perda. A experiência busca construir um nexo sensorial e imaginativo entre a culinária e a ficção.
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O roteiro gastronômico inicia-se no “Pré-Carnaval”, representando o “vestir a fantasia” com um shot de caldo de frango caipira, inspirado em “Restos de Carnaval”, de Clarice Lispector. Na sequência, a “Sexta Arlequinal” apresenta um carpaccio de vegetais com tarê caipira e azeite de rúcula, referenciando a “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade. No “Sábado”, o prato “A queda do rei” traz um raviolone de queijo com molho de goiaba picante, em alusão à tragédia de “Romeu e Julieta”, de Shakespeare.
O ponto central da noite, o domingo de “Máscaras”, é servido como prato principal: bife de tira com glace de vinho tinto, ameixas vermelhas e purê de tomate, inspirado no conto “A máscara da morte rubra”, de Edgar Allan Poe. Para a transição, a segunda-feira de “Alegorias do Delírio” oferece um merengue de caipirinha, baseado na obra de Carlo Goldoni, simbolizando a vertigem da festa.
O encerramento da celebração ocorre na “Terça-feira” com “O Último Riso”, uma babá à cachaça de uvaia com caramelo de missô e estragão, inspirada em “Colombine”, de Paul Verlaine. Por fim, a “Quarta de cinzas” marca o retorno de “Pierrot ao trabalho” com um biscoito de café, remetendo ao “Poema de uma Quarta-Feira de Cinzas”, de Manuel Bandeira, simbolizando o vestígio do que foi vivido.
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