
Foto: em cima do trio da City Banda no Carnaval de 2019/ arquivo Campinas.com.br
Após anunciar o fim do bloco pelas ruas de Campinas em 2023, a City Banda faz uma festa fechada de Carnaval em 2024, que vai ser realizada no dia que sairia o desfile de rua na cidade, ou seja, no sábado anterior à folia nacional, 3 de fevereiro. E este Carnaval marca os 30 anos de criação do bloco.
O evento será na Fazenda Santa Margarida, com abertura a partir das 14h, e abadás sendo vendidos no link.
Além dos músicos da City Banda, a festa ainda terá o grupo Samba de Responsa animando o público em um trio elétrico.
A realização da festa é uma parceria da City Banda e da empresa Vidotti Eventos.
Histórico e legado

Foto: (da esq. para dir.) Geraldo Jorge, Zé de Oliveira e Fernanda Guimarães/arquivo pessoal
Conforme anunciado em 2023 por um dos fundadores, José de Oliveira, de 85 anos, a City Banda encerrou suas atividades após o Carnaval de 2020. Em nota enviada por ele esta semana ao Campinas.com.br, em que informa como sendo do também fundador Paulo de Tarso P. Lima, “a City Banda original deixou de realizar seu famoso Carnaval de rua, sendo que em agosto de 2023 foi oficialmente extinta, com a devida baixa junto aos órgãos competentes. Uma das sócias, então, adotou o nome da City Banda, transformando sua própria empresa, e assumindo a realização desses eventos que estão sendo divulgados atualmente, não havendo mais nenhum compromisso com os fundadores originais da City Banda.”
Assim, hoje é liderada pela produtora musical e representante comercial, Fernanda Guimarães, filha de outro fundador, o músico Geraldo Jorge, diretor artístico/musical do bloco, que é inclusive o autor e compositor do hino da City Banda. Hoje com 82 anos, ele é fagotista, foi professor, pesquisador, integrou a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e aposentou pela Orquestra Sinfônica da Unicamp, que realizou um concerto em sua homenagem na comemoração dos 40 anos da orquestra em 2022.

Foto: Geraldo Jorge, a filha Fernanda Guimarães e Jamelão, convidado especial no desfile da City Banda de 1998/arquivo pessoal
Fernanda explica que participa do bloco desde sua fundação, sendo sócia desde a abertura da empresa. “Meu pai dizia que estava cansado da banda e decidiu, nas palavras dele, passar a batuta para mim, para eu continuar o legado dele na City Banda”, disse. “Estou envolvida desde sua criação, lembro de ajudar o meu pai a montar as pastas com partituras das marchinhas carnavalescas e sambas. Nos primeiros anos ajudava a organização pelos bastidores. Também distribuí folhetos com o hino da City Banda para os foliões. Mas quando meu pai começou a me delegar tarefas, como convocar os músicos, trio elétrico, fazer camisetas, organizar ensaios, captar patrocinadores, participar de todas as reuniões para a organização e realização dos desfiles, comecei a fazer parte da diretoria”, complementa.
Ela conta que, em 2023, houve uma conversa definitiva entre os sócios, que não queriam mais continuar com a empresa City Banda. “Quanto ao fechamento da empresa, eu fui contra, lógico, a City Banda é a minha paixão e também prometi ao meu pai que continuaria com o legado dele, não somente dele, mas de todos os queridos fundadores. Assim, em comum acordo com os sócios, transferi o nome da City Banda para a minha empresa, pois os sócios queriam encerrar o CNPJ”, explica.”Eu disse que vou continuar com o legado do meu pai, dos fundadores e toda a história da banda”, destacou.

Foto: desfile da City Banda na Arautos da Paz em 2019 / arquivo Campinas.com.br
Fernanda ressaltou ainda que ficou ficou inviável a realização do bloco pelo tamanho grandioso que atingiu, sendo o maior bloco de Campinas. Segundo ela, era muita responsabilidade lidar com um público tão grande, além de ter um custo altíssimo para entregar uma festa segura e bonita. “Há anos vemos que ficou insustentável realizar a organização da rua. Pelo tamanho do evento, faz-se necessário e precisamos que seja organizado pela Prefeitura, e a City Banda ser contratada para desfilar. E não a City Banda organizar toda a infraestrutura. Fica inviável, é muita responsabilidade. Em 2020, nos passaram que tinha 80 mil pessoas. Uma festa gigantesca dessa tem que ter envolvimento do poder público.” De acordo com a nova líder, a City Banda “é mesma de sempre”, mas só irá para as ruas se houver infraestrutura e segurança para a população.
Festa da City Banda
A banda é formada hoje por 25 músicos, sendo praticamente os mesmos que tocavam no bloco, segundo Fernanda, e todos os anos há ajustes e músicos convidados. Os fundadores do bloco não estão mais envolvidos. “Mas são maravilhosamente bem-vindos a todos eventos, pois é um grande prazer e me sinto honrada e dar continuidade ao legado e à história dos fundadores”, comenta a nova gestora.
Segundo ela, a festa que será realizada na Fazenda Santa Margarida seria o equivalente à área fechada do bloco, com venda de abadás, conforme ocorreu nos últimos anos da City Banda na praça Arautos da Paz. “Neste ano só iremos fazer a parte fechada. Será uma grande festa com City Banda e Samba de Responsa”, diz. A estimativa é de reunir um público de três mil pessoas.
E quais os projetos da banda, manter as atividades em eventos fechados? “Estamos abertos a propostas tanto para eventos fechados ou abertos”, finaliza.
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