Foto - crédito: Carlos Bassan / divulgação
O clássico da dramaturgia brasileira “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, ganha uma montagem especial no palco do teatro Castro Mendes, na Campanha de Popularização do Teatro de Campinas. A apresentação será neste domingo, 1º de fevereiro de 2026, às 19h, com atores profissionais com deficiência intelectual que concluíram o curso na Tadoma Escola de Artes Cênicas.
A produção busca repetir o sucesso de 2025, quando o grupo se apresentou para um teatro lotado. Além de divertir o público com as trapaças de Chicó e João Grilo, a encenação tem como objetivo dar visibilidade aos jovens artistas que estão agora entrando no mercado de trabalho e combater o preconceito. De acordo com o diretor Alexandre Souzah, a peça já acumula um ano e meio de trajetória, emocionando plateias e promovendo reflexões.
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Ele diz que espera que um dia não seja mais necessário anunciar que o espetáculo tem atores com deficiência, porque a “deficiência” é apenas uma característica — ela não define a pessoa. “A longo prazo, essa presença constante no palco, que hoje ainda precisa ser destacada, tende a normalizar a presença de corpos diferentes no espaço cênico”, comenta.
A apresentação conta ainda com interpretação em Libras, reforçando o compromisso com a acessibilidade cultural.
Mais sobre a montagem
No palco, a dinâmica entre os personagens é conduzida com sensibilidade e humor. Carlos Mesquita dá vida a Chicó, o contador de histórias que ajuda o ator a perder o medo do erro, enquanto Vitor Gonçalves interpreta o Diabo, realizando o sonho de atuar profissionalmente. O elenco ainda é formado por Henrique Tacarambi, João Pedro Costa, Julia Barbosa, Leticiah Menezes, Lucas Nicodemos, Rafael Atkinson Carvalho e Rafael Rocha.
Nesta versão da obra de Suassuna, o público acompanha as aventuras de Chicó e João Grilo para sobreviver às situações improváveis do sertão nordestino. Entre encontros com cangaceiros, conflitos com a comunidade e até desafios com a própria morte, a história é conduzida com criatividade, leveza e sensibilidade.
Mais do que provocar risos, o espetáculo convida à reflexão sobre temas como amizade, fé, solidariedade e diversidade, valorizando o protagonismo de atores com deficiência intelectual no palco. O desfecho surpreendente reforça a mensagem de que a união e o respeito podem superar qualquer obstáculo.
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