Cinema

Cine CPFL traz “Cinema e Reflexão” com exibições gratuitas e filmes inéditos

18 de março de 2017

A primeira programação temática do projeto “Cinema e Reflexão”, do Cine CPFL, realizado no Instituto CPFL, em Campinas, ocorre entre os dias 21 e 31 de março, trazendo nove títulos da Argentina, Brasil, Estados Unidos e México, além de uma sessão de curtas-metragens. As sessões têm entrada gratuita.

A abertura do projeto ocorre na terça-feira (21) com a presença do premiado cineasta carioca Júlio Bressane, que apresenta seu 36º filme, “Beduíno” (foto). A sessão é gratuita, com retirada de ingressos a partir das 18h, no Instituto CPFL. Ao final da projeção ocorre um debate com o cineasta e o público.

Para o evento, o espaço do Instituto CPFL foi reequipado com projetores de última geração, equivalente ao das melhores salas comerciais do país.

Mais sobre a programação

Após a sessão especial de abertura, a programação de exibições segue até o dia 31 de março com uma série de filmes organizados em módulos temáticos. O objetivo é discutir questões contemporâneas como identidade de gênero, violência, drogas e tecnologia, entre outras. Ao final das exibições de cada módulo abordado, um especialista conversará com o público sobre os temas levantados pelos filmes. As sessões são gratuitas e ocorrem sempre às 19h.

Quatro longas-metragens, dois deles inéditos no circuito comercial brasileiro, e uma sessão de curtas-metragens, reunindo cinco títulos, compõem a primeira programação temática do projeto.

Dedicado ao tema “Identidade de Gênero”, o ciclo inaugural apresenta obras premiadas da Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.

Um dos destaques é o inédito “Divinas Divas”, primeira incursão da atriz Leandra Leal na direção de longas-metragens. O filme, atração no dia 30 de março, focaliza oito dos maiores ícones da primeira geração de artistas travestis do Brasil, que desafiou a moral no auge da ditadura militar: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte de Búzios.

A obra foi vencedora do prêmio do público e do Prêmio Félix no Festival do Rio, e, no Festival Aruanda, conquistou o prêmio de melhor direção e prêmio do público.

Confira a programação completa:

21/03 – Sessão de abertura: “Beduíno”
Pré-estreia com presença do diretor Júlio Bressane
Com Alessandra Negrini e Fernando Eiras. Um casal bastante curioso – dramaturgos de sua própria existência na qual a arte surge acompanhada de uma singular pretensão metafísica – procura pela coisa mais difícil, através de repetidas e variadas representações, em um cenário de luz onde se misturam esperança e desespero. Selecionado pelos festivais de Locarno e Roterdã.

23/03 – “Esteros”
Programação – “Identidade de gênero”
Papu Curotto, “Esteros”, Argentina/Brasil/França, 83 min, 2016, 16 anos
Matias e Jeronimo são dois grandes amigos que cresceram juntos em Paso de Los Libres, uma região simples e folclórica na Argentina. Durante sua adolescência, surgiu uma inesperada atração sexual entre os dois, que viveram os sentimentos com curiosidade. Mas a vida acabou separando seus destinos. Após anos afastados, eles lidam de maneiras totalmente distintas com as lembranças do passado. Mas, quando os dois se reencontram, o sentimento renascerá e se confrontará com todos os tipos de conflitos morais.

24/03 – Sessão de curtas-metragens

“Os Sapatos de Aristeu”
Com Berta Zemel, Denise Weinberg e Renato Turnes. O corpo de uma travesti morta é preparado por outras travestis para o velório. A família, após receber ocorpo, decide enterrá-lo como homem. Uma procissão de travestis então se encaminha para o velório para dizer adeus. Os sapatos são calçados. A morte é apenas uma janela.

“Ossinho de Frango”, de Juan Manuel Ribelli
(“Huesitos de Pollo”, Argentina, 2015, 9 min, 14 anos)
Com Naty Menstrual e Roxana Randon. Mãe e filha convivem sozinhas entre o desprezo e a miséria em uma casa de periferia. O almoço as reúne uma e outra vez com os mesmos sentimentos de ódio mútuo.
Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival Pizza, Birra e Cortos.

“O Olho e o Zarolho”, de Juliana Vicente e Renê Guerra
(Brasil, 2013, 17 min, 14 anos)
Com Carolina Freitas da Cunha,Juliana Vicente e Pedro Goifman. Um casal estável de mulheres entra em crise ao descobrir os desenhos obscuros do seu filho de seis anos. Uma fábula sobre uma família não convencional que enfrenta a problemática da inclusão ao que se é considerado uma família tradicional.
Vencedor do prêmio de melhor obra no festival Some Prefer Cake (Bolonha)

“Ar”, de Kami García
(“Aire”, México, 2015, 17 min, 14 anos)
Com Dafne Sabag, Constanza Ramírez e Gabriel Filtzer. Alma tem 12 anos e descobre que está apaixonada pela melhor amiga. Com isso, experimentará novas sensações, mas também a possibilidade de enfrentar sua primeira decepção amorosa.

“Assunto de Família”, de Caru Alves de Souza
(Brasil, 2011, 12 min, 16 anos)
Com Cláudia Assunção, Johnnas Oliva, Kauê Telloni e Ney Piacentini. A família de Rossi se organiza em torno da TV para assistir a um clássico do campeonato brasileiro de futebol. Enquanto a mãe olha pela janela e o pai e o irmão mais velho assistem ao jogo, Rossi tenta achar seu lugar na casa.

28/03 – “Tangerina”
Sean S. Baker, “Tangerine”, EUA, 2016, 88 min, 16 anos
Com Kitana Kiki Rodriguez, Mya Taylor e James Ransone. Assim que sai da prisão, a prostituta transexual Sin-Dee descobre através de sua melhor amiga que o namorado Chester está saindo com outra pessoa, uma mulher cisgênero (indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu “gênero de nascença”). Sin-Dee decide encontrar os dois e puni-los pela traição.

30/03 – “Divinas Divas”
Leandra Leal, Brasil, 2016, 110 min, 14 anos
Documentário sobre ícones da primeira geração de artistas travestis do Brasil: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte de Búzios. Vencedor do prêmio do público e do Prêmio Félix no Festival do Rio; melhor direção e prêmio do público no Festival Aruanda.

31/03 – “Olhe para Mim de Novo”
Cláudia Priscilla e Kiko Goifman, Brasil, 2010, 79 min, 12 anos
O transexual Silvyio Luccio sai em busca de uma solução para o desejo de que ele e sua esposa possam ter um filho legítimo dos dois. Durante essa trajetória em cidades do sertão nordestino, a sua história e a de outros com quem cruza no caminho são contadas, revelando um pouco da vida daqueles que estão à margem da sociedade.

“Vestido de Laerte”
Cláudia Priscilla e Pedro Marques, Brasil, 2012, 13 min, 12 anos
Laerte percorre um longo caminho pela cidade de São Paulo em busca de um certificado.
Vencedor do prêmio de melhor curta de ficção e de melhor direção de arte no Festival de Brasília; Prêmio Aquisição Porta Curtas no Goiânia Mostra Curtas.

Serviço:

Cine CPFL – “Cinema e Reflexão”
Local: Sala Umuarama do Instituto CPFL. Rua Jorge de Figueiredo Corrêa 1632, Chácara Primavera – Campinas. (19) 3756-8000
Data: 21, 23, 24, 28, 30 e 31 de março
Horário: 19h
Entrada: gratuita – retirada de ingresso a partir das 18h (2 ingressos por pessoa)

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