A figura coroada de uma mulher, em bronze, segurando o brasão de Campinas, representa a cidade, a Princesa D’Oeste, referência feita por localizar-se a oeste da capital do estado. A imagem é um símbolo da cidade que remete à sua vocação, sendo uma concepção mais moderna do que a representação que compõe o “Monumento-túmulo a Carlos Gomes”. Nesta versão, a Princesa D’Oeste tem o coração vazado, como forma simbólica de dizer que a cidade de Campinas está de coração aberto aos seus filhos e a todas as pessoas que aqui chegarem.
Ao longo do tempo, Campinas consolidou um papel centenário de “entroncamento” viário, possibilitando vários acessos para chegar a cidade. Nascida como um ponto de passagem e pouso nas trilhas do caminho de Goiases, rota usada pelos bandeirantes do século 18 para realizar a exploração do ouro na região central do Brasil, a estrada deu origem à fundação do município de Campinas. Com o crescimento, foi rodeada por entrocamento de ferrovias, e, mais tarde, diversas rodovias que até hoje cortam Campinas.
A cidade sempre recebeu muita gente. No período de intenso processo de imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café recebeu italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, entre outros imigrantes. Depois da crise cafeeira, a partir da década de 1930, a economia de Campinas assumiu um perfil mais industrial e de serviços, quando a cidade continuou a receber imigrantes de todo o mundo e de todas as partes do Brasil, vocação que ainda atrai pessoas, em razão de ser um polo de conhecimento (onde está instalada uma das maiores universidades do Brasil, a Unicamp), ciência e tecnologia. Com a expansão do Aeroporto de Viracopos, continua impulsionando a economia de toda uma região, que segue atraindo novos moradores e novos investimentos nacionais e internacionais.
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