O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) oficializou, em 24 de setembro de 2026, o registro da obra, do legado musical, da memória e das práticas culturais associadas a Antônio Carlos Gomes como Patrimônio Cultural Imaterial de Campinas. Esta importante decisão, baseada em parecer técnico da Secretaria de Cultura e Turismo, reconhece o compositor como um bem cultural vivo e pulsante na identidade da cidade, consolidando sua presença em diversas esferas.
O registro abrange não apenas suas composições, mas também a execução, interpretação, ensino, celebrações e os espaços dedicados à sua memória, confirmando que “Campinas é a terra de Carlos Gomes”.
O legado de Carlos Gomes, nascido em Campinas em 11 de julho de 1836 e reconhecido internacionalmente pela ópera, está intrinsecamente ligado a diversos pontos da cidade. Instituições como o Museu Carlos Gomes, o Conservatório Carlos Gomes, a Escola Estadual Carlos Gomes, o Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, a Praça Carlos Gomes, o Monumento-Túmulo, o Bairro Carlos Gomes e a Estação Carlos Gomes são testemunhos vivos de sua trajetória.
Sua memória também é honrada na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, na Associação Brasileira “Carlos Gomes” de Artistas Líricos (ABAL) e na Banda Carlos Gomes, além de ser patrono em diversas associações culturais. A relação do compositor com a cidade transcende fronteiras, estendendo-se à cidade-irmã de Lecco, na Itália, onde ele também viveu. Personalidades como a cantora Niza Tank e o pesquisador Jorge Alves de Lima contribuíram para a interpretação e o estudo de sua obra, reforçando sua relevância cultural.
A preservação da obra de Carlos Gomes também se manifesta no Hino Oficial de Campinas, “Progresso – Coro Triunfal ao Povo Campineiro”, e em praças que celebram suas óperas como “Salvador Rosa”, “Lo Schiavo”, “Fosca”, “Condor” e “A Noite do Castelo”. A Câmara de Vereadores contribui com a Medalha Carlos Gomes, concedida a personalidades que se destacam na cultura e na música, evidenciando a perene homenagem ao compositor na vida institucional e cultural de Campinas.
A transmissão contínua desse legado se dá por meio de concertos, atividades educativas, pesquisas, exposições, formações musicais e programações culturais, mantidas ativamente por músicos, professores, estudantes, pesquisadores e instituições. O registro como Patrimônio Cultural Imaterial valida e fortalece essas práticas, assegurando que a obra e a memória de Carlos Gomes continuem a ser estudadas, difundidas e transmitidas para as futuras gerações. A secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, destaca que o reconhecimento institucionaliza uma memória já presente no cotidiano campineiro, valorizando a identidade cultural e criando bases para a sistematização das ações de salvaguarda.
Em 2026, Campinas celebra os 190 anos do nascimento e 130 anos da morte de Carlos Gomes com uma programação especial que inclui concertos, concurso lírico, roteiros históricos, ações educativas e homenagens. Estas iniciativas reforçam a presença de sua obra na agenda cultural da cidade e consolidam o valor de seu legado.
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