Fim dos Créditos

“Toy Story 5” | Brinquedos e tecnologia podem ser amigos?

por João Felipe
Publicado em 17 de julho de 2026

Demorou, mas, enfim, chegou o temível adversário dos brinquedos de pano e plástico no mais recente filme da saga que se iniciou lá em 1995. “Toy Story 5” introduz a tecnologia e a exposição excessiva de telas, principalmente seu efeito nas crianças e também em relação aos adultos.

O grande debate em torno da obra é o efeito de introduzir estes “novos brinquedos” aos pequenos. Com a justificativa do receio dos pais que os filhos se sintam sozinhos, deslocados, escanteados dos demais colegas da mesma idade. Seria a maneira mais fácil e eficaz de construir novos laços e acompanhar as tendências. Por um lado, este discurso poderia facilmente cair em tornar tablets e celulares em vilões fáceis, para assim ter uma trama muito simplória. Ainda bem que este quinto capítulo não decide morar neste arquétipo. Tal qual “Wall-E”, há uma discussão não tanto de dualidade de bem versus mal, mas de observar uma forma de adaptação destas novas ferramentas e conciliar os velhos aos novos.

A missão do filme é guiada pela nova xerife do quarto da Bonnie, Jessie. Uma representante mais dura e resiliente, porém demonstra um lado mais dócil e sensível, especialmente quando submetida a relembrar de seu passado, da idealização da infância em tempos atrás, onde se valorizava a criatividade das crianças com os brinquedos mais simples, em termos de funcionalidade, comparados com os dispositivos atuais. É uma jornada dela própria em entender que a solução não é a conservação daquele mundo, que hoje já não é o protagonista. É buscar uma alternativa que combine os dois mundos.

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