Cinema

Dia do Índio ganha programação especial de cinema no MIS Campinas

15 de abril de 2012
Em celebração ao Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, o Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS) exibe uma programação especial de cinema com diversos curtas que abordam esta temática.
 
Com realização do projeto Vídeo nas Aldeias, Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias e Programa Cultura Viva – MINC, a “Semana do Índio – Cineastas indígenas”, tem curadoria de Célio Turino e ocorre de 16 a 19 de abril, com entrada gratuita. 
 
Serão exibidos 10 curtas sobre cinco povos diferentes. No dia do encerramento, na quinta-feira (19), haverá duas sessões: uma às 17 e outra às 19 horas. Após as últimas exibições haverá a palestra “Cineastas indígenas – os índios por eles mesmos”, com o historiador do MIS, Célio Turino.
 
Confira a programação:
 
16/04 – Povo Huni Kui 
Horário: 19 horas
 
“Xinã Bena” (“Novos Tempos”)
Cotidiano da aldeia Huni Kui de São Joaquim, no estado do Acre. Augustinho, Pajé patriarca da aldeia, sua mulher e seu sogro relembram o cativeiro nos seringais e festejam os novos tempos. Agora, com as terras demarcadas, eles podem ensinar suas tradições.
 
“Huni Meka” (“Os cantos do cipó”)
Uma conversa sobre cipó ( aiauasca) , “miração” e cantos. A partir de uma pesquisa do Professor Isaías Sales Ibâ sobre os cantos do povo Huni Kui, os índios resolvem reunir os mais velhos para gravar um CD e publicar um livro.
 
17/04 – Povo Ashaninka
Horário: 19 horas
 
“Shomõtsi”
Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashaninka da aldeia Apiwtxa no rio Amônia, Acre, na fronteira do Brasil com o Peru. Professor e um dos cineastas da aldeia, Valdete retrata o seu rio, turrão e divertido.
 
“A gente luta, mas come fruta”
O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka de Apiwtxa. No filme eles mostram seu trabalho para recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas; e também sua luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.
 
18/04 – Povo Xavante
Horário: 19 horas
 
“Wapté Mnhõnõ” (“A iniciação do jovem Xavante”)
Wapté Mnhõnõ, o ritual de iniciação do guerreiro Xavante exige atenção de toda a aldeia, e paciência e disciplina dos meninos. No final, a furação de orelhas sacramenta a sua passagem para a vida adulta. Quatro cineastas Xavante e um Suyá realizam esta produção.
 
“Wai’ã Rini” (“O Poder do Sonho”)
A iniciação espiritual do jovem Xavante se dá na festa do Wai’ã. Depois de muitas provações os meninos desmaiam e sonham, entrando em contato com o mundo dos espíritos. O diretor Divino Tserewahú revela o que pode ser mostrado desta festa secreta dos homens.
 
19/04 – Povo Kuikuro
Horário: 17 horas
 
“Imbé Gikegü” (“O cheiro de pequi”)
Ligando o passado ao presente, os realizadores Kuikuro contam uma história de perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e jacarés constroem um mundo comum.
 
“Nguné Elü” (“O dia em que a lua menstruou”)
Durante uma oficina de vídeo na aldeia Kuikuro, no alto Xingu, ocorre um eclipse. De repente tudo muda. Os animas se transformam. O sangue pinga do céu como chuva. É preciso cantar e dançar.
 
19/04 – Povo Panará
Horário: 19 horas
 
“Kiarãsã Yõ sãty” (“O amendoim da cutia”)
O cotidiano da aldeia Panará na colheita do amendoim, apresentado por um jovem professor, uma mulher pajé e o chefe da aldeia, numa mescla de tradição e modernidade.
 
“Priara Jô” (“Depois do ovo, a guerra”)
As crianças Panará apresentam seu universo e dia de brincadeiras na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.
 
Neste dia, após as exibições das 19 horas, haverá a palestra “Cineastas indígenas – os índios por eles mesmos”, com o historiador do MIS – Célio Turino.

Serviço

MIS Campinas, Palácio dos Azulejos. Rua Regente Feijó, 859, Centro. (19) 3733-8800
Entrada: gratuita

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